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quarta-feira, 18 de junho de 2014

AQUELA MÚSICA QUE NÃO CANTAMOS



De todos os dias que se foram.
Aos vãos fui acolhendo saudades.
Pois de nada me adiantaria renegar a tristeza de me bastar.
Mas a simplicidade de me fazer cantar.
Aquela canção na qual não cantamos.
Me ludibriou a te esquecer.
Pois tomamos outros caminhos
De outras situações e realidades que nos cercam.
Você ai.
Eu aqui.
E a canção não vingou...





VAZIO TRANSCENDENTAL

AQUELA MÚSICA QUE NÃO CANTAMOS






Eu te digo mais ou menos assim. Pode ser em meias palavras, entre eiras e beiras, entre a primeira vez que nos encontramos naquela feira, ou algo assim.

Já não restavam dúvidas que nossos olhares não se encontravam. Talvez por receio de não prestarmos atenção em mais nada. Talvez por receio? Talvez pelo momento? Será? Será mesmo que engasguei com minhas próprias palavras ao te ver? 


Não irei falar das nossas conversas. Pelo menos, eu, cansei de repetir as mesmas histórias que trocamos em cartas.


 E as suas cartas?


 Minhas sinceras desculpas. Elas molharam em um domingo no qual me esqueci a data. Fui atrás, recolhi e deixei secar. Somente depois fui perceber que elas necessitavam da água, pois comecei a sentir falta das palavras que foram levadas com a chuva.


Eu já te disse várias vezes e ouvi de você o dobro. Poderíamos ter aqueles sonhos mais duradouros perante nossos dias. Eu gostaria de te ver cantar, sim! Mas, foram apenas dois dias...


Eu te mostrei alguns escritos. Você falou brevemente de seus planos. Não contamos piadas. Não falamos merdas ao vento. Não olhamos o bastante um para o outro. Não acredito que você sumiu assim, e tão rápido assim, entrando de alguma forma em minhas canções.


Não costumo escrever prosas como as suas. Me desculpe se ela está mal estruturada, ou mal escrita. Eu vou esperar uma resposta sua...


Como em um antigo alô aos grandes méritos do seu falar mineiro. Eu te digo que não sou mais aquele que vivia entre as sombras. Entre as inseguranças de se manifestar. Hoje estou! E nada mais...


Então, eu vou fazer a música. Quero ouvir de sua voz, aquela feminilidade que combina em um tom certo para um dueto. 


Mas, o que importa no momento é essa saudade. Nos restam apenas memórias daquele dia. E quero ouvir uma resposta sua, caso queira cantar, algum dia, aquela música que não cantamos...


E algo mais...





terça-feira, 17 de junho de 2014

SOMOS TODOS FEITOS DE ESTRADA





Feitos de caminhos e pedras distantes.
Sopros empíricos.
Naufragados no mar do desespero fatídico.
Pisamos nas estradas sorrateiras do solavancar do instante.
Pisamos no piche fresco que nunca se cansa em ser pisado.
Um calor desgraçado.
O solo arenoso que parece matar o deserto de enxaqueca.
Uma luz braba de se perecer em meio aos faróis incandescentes.
Feito de mármore em cadeia ao saber que tudo se foi aos meus recantos lúdicos.
É piso molhado que é fácil de escorregar.
É obra de um acaso sem semblantes de opções de furiosas meninas em pleno rasante.
Em uma orquestra de sorrisos.
Beijos molhados.
E falar um pouco demais da conta.
É uma expressão capaz de ressoar nos antigos saberes de todos os casais remuneradamente espertos.
Em que o dinheiro não satisfez todas as economias da casa.
Somos necessitados de calma.
Somos um pouco desorganizados com relação ao tempo.
Um pouco oprimidos na verdade.
E que aquela estrada que me derrete em meio ao calor dos verões infernais.
Me faz virar piche no deserto.
Cantarolando antigas canções das meretrizes propostas.
De me meter nas estradas.
Sacudir um todo.
E me deixar sem ar.