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quinta-feira, 6 de março de 2014

A RESSACA DO SEU OLHAR LIBIDINOSO, MEU AMOR!





Sou um desses seres que rastejam em forma de praga.
Procurando palavras para suprir dessa tal serenata.
E que vi tantos pularem o carnaval com uma mini aguardente três e cinquenta.
Não que eu seja um hipócrita lançador de venenos ludibriados pela falsa sensatez.
É merda, é o acaso. É alcunha de invalidez.
Quando a sua poesia...
Transformou-se na mini aguardente de três e cinquenta.


Fiz uma canção para você.
Ficou bonita por demais.
Gravei em estúdio, em bom som.
Com os acordes no tempo certo.
Sua ressaca é demasiadamente exagerada, meu Amor!


Enquanto engolia sob festas bacanais de alcoólatras sinceros.
Me via solitário regendo uma canção para atos menos pecaminosos. 
Não que beber fosse algo novo para mim.
Mas seu beber se enchia sob uma perspectiva sem fim do libidinoso.
De seu desejo incessante de um olhar que não pude enxergar por falta de palavras.
Mas descobri que o bacanal era o que te esperava, meu Amor!


Enquanto vomitas em outros colos.
Proclamas versos a outros solos.
Eu faço canções despercebido, como um miserável implorando ajuda.
Mas de tão bonita canção, todos cantavam.
De tão sincera emoção, alguns até perguntavam:
Por quê ainda a chamas de Amor?


Não percebendo tal loucura na qual havia se instalado em meu ser.
Já soube por várias vezes o quão é uma merda sofrer.
Não conseguia te ver caída nesse caos da qual você proclamava poesia de um open bar.
Não me envolvi em paixões dilaceradas de alucinantes ternuras.
Percebi o quanto relutei nas noites sem primazias, sem ter tal presença sua.
Como se Bento fosse traído de forma cruel, com uma pitada de sal e a numerologia de Escobar.


Mas essa música já está feita.
De alguma forma ela é sua.
Mas de seu olhar libidinoso para a ressaca, me fez largar.
Desse meu êxito em poder um dia te almejar.
Irei agora te esquecer em um canto qualquer.
Vendo seu olhar misterioso se apagar.
E a ressaca do seu coração atacar seu fígado e alma.
Meu amor!


Você não contentava em cair nas tentações.
Mas cai com ar de graça.
Enquanto canto para uma multidão que gostou de certo refrão.
A melodia que fiz acreditar nesse ar de sua graça.
Uma ressaca melancólica do seu corpo, que antes era tão lindo.
Agora está falindo aos poucos.
Por favor olhos de ressaca.
Por favor!
Fique em seu próprio pranto.
Me afasto.
Te amei.
Mas não te amo.
Mas te chamei
...
De meu AMOR!






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