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sexta-feira, 28 de março de 2014

CAFÉ SEM GLÓRIA






Memória.
Casta memória.
Memorando a glória.
Suportando a dor para se chegar a glória.
Glorioso ofuscar das imagens.
Originou o prodigioso ofuscar das imagens.
Imaginando a função da mente.
Desencadeando a imaginação à favor da mente.
Mentindo para si mesmo na expectativa das proezas grotescas.
Desequilíbrio de si mesmo nas proezas grotescas.
Influenciando suas questões de amores castrados.
Um grande mal na proibição da união de amores castrados.
Orgulhosos manifestantes da arte de amar.
Mas não tão orgulhosos nas tristezas de não saber a arte de amar.


Café.
O mérito do café.
Santa magnitude das abrangências da fé.
A postura da fé.
A onipotência de se manter no poder da santa sé.
E eu bebo desse café.
Mas não sinto o doce do açúcar.


Ignorância.
Abrangência infindável da ignorância.
Na qual invade inapropriadamente e causa angústia.
Somente tomando doses de verdade para desconduzir a angústia.
Angustiado coração que não se atreve se submeter a castidade.
Tomando diversos amores sem destino, sem se submeter a castidade.
E ainda não sinto o doce do açúcar.


Café amargo.
Bebo desse café amargo.
Experimento o ardor de seus sentimentos platônicos.
Pobres seres que sentem as angústias dos sentimentos platônicos.
Pois de todo amor que se entregam diante o invisível destemperado.
Sofrem demasiadamente devidas circunstâncias do invisível destemperado.
E ainda não sinto o doce do açúcar.

quinta-feira, 6 de março de 2014

A RESSACA DO SEU OLHAR LIBIDINOSO, MEU AMOR!





Sou um desses seres que rastejam em forma de praga.
Procurando palavras para suprir dessa tal serenata.
E que vi tantos pularem o carnaval com uma mini aguardente três e cinquenta.
Não que eu seja um hipócrita lançador de venenos ludibriados pela falsa sensatez.
É merda, é o acaso. É alcunha de invalidez.
Quando a sua poesia...
Transformou-se na mini aguardente de três e cinquenta.


Fiz uma canção para você.
Ficou bonita por demais.
Gravei em estúdio, em bom som.
Com os acordes no tempo certo.
Sua ressaca é demasiadamente exagerada, meu Amor!


Enquanto engolia sob festas bacanais de alcoólatras sinceros.
Me via solitário regendo uma canção para atos menos pecaminosos. 
Não que beber fosse algo novo para mim.
Mas seu beber se enchia sob uma perspectiva sem fim do libidinoso.
De seu desejo incessante de um olhar que não pude enxergar por falta de palavras.
Mas descobri que o bacanal era o que te esperava, meu Amor!


Enquanto vomitas em outros colos.
Proclamas versos a outros solos.
Eu faço canções despercebido, como um miserável implorando ajuda.
Mas de tão bonita canção, todos cantavam.
De tão sincera emoção, alguns até perguntavam:
Por quê ainda a chamas de Amor?


Não percebendo tal loucura na qual havia se instalado em meu ser.
Já soube por várias vezes o quão é uma merda sofrer.
Não conseguia te ver caída nesse caos da qual você proclamava poesia de um open bar.
Não me envolvi em paixões dilaceradas de alucinantes ternuras.
Percebi o quanto relutei nas noites sem primazias, sem ter tal presença sua.
Como se Bento fosse traído de forma cruel, com uma pitada de sal e a numerologia de Escobar.


Mas essa música já está feita.
De alguma forma ela é sua.
Mas de seu olhar libidinoso para a ressaca, me fez largar.
Desse meu êxito em poder um dia te almejar.
Irei agora te esquecer em um canto qualquer.
Vendo seu olhar misterioso se apagar.
E a ressaca do seu coração atacar seu fígado e alma.
Meu amor!


Você não contentava em cair nas tentações.
Mas cai com ar de graça.
Enquanto canto para uma multidão que gostou de certo refrão.
A melodia que fiz acreditar nesse ar de sua graça.
Uma ressaca melancólica do seu corpo, que antes era tão lindo.
Agora está falindo aos poucos.
Por favor olhos de ressaca.
Por favor!
Fique em seu próprio pranto.
Me afasto.
Te amei.
Mas não te amo.
Mas te chamei
...
De meu AMOR!






segunda-feira, 3 de março de 2014

SALA DE JANTAR


Ah! Aquela sala!
Cheias de lembranças e pratos quebrados.
De conversas afiadas em versos sólidos.
Será um verso meu?

Lembranças do copo vazio.
No qual certo alguém bebeu.
Um pouco do líquido corroído.
Será um verso meu?

Não senti o gosto daquele andar.
Nem daquela sala de jantar.
Mas menti para mim mesmo sobre o lugar.
Será um verso meu?

Nada de mais ocorreu.
Um simples jantar vazio e pronto.
A comida vazia que se tornara grandiosa.
Nas rimas sem rimas daquele dia.
Será um verso meu?

Não sei mais nada.
Sei apenas sobre aquela sala.
Mas me pergunto até agora.

Se todos esses versos são meus.

RETRATO DE GINEVRA DE´ BENCI



Autor: Leonardo da Vinci


Para onde vai seu olhar?
Em cada canto de seu exemplar?
Em sua pele pálida.
Colocada pela sutileza sublime.
De um gesto frágil firme.
De um semblante eupátrida.

Eu entendo esse seu olhar.
Eu entendo essa angústia do seu não falar.
Pois sua imagem está parada em um sentimento nostálgico.
De maneira que lhe causou dor.
Por ter de se afastar do seu Embaixador.
Desse seu amor angustiado de extrema rigidez aristocrático.

O seu olhar está contínuo?
Ou está na mais firme posição de tentar achar algum antídoto?
Talvez esteja na mais completa fuga do destino.
De um sentimento antigo e melancólico.
De Da Vinci em sua textura dos grandes personagens históricos.
“Virtutem forma decorat”.

Em uma tela de grande amor.