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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A POEIRA DO HOMEM (UMA ANÁLISE CRÍTICA EXISTENCIALISTA)





PARTE 1
O homem e a sua insignificância







Daquela antiga pergunta que retalha o coração dos homens. Desde os mais humildes e simples aos carrascos de amargura: “Qual o sentido de nossa existência?”.

Somos produtos do meio. O homem, que vive há 200 mil anos, desenvolvendo-se em 50 mil o comportamento moderno, foi capaz de produzir as piores armas de destruição para o ataque ao semelhante carnal. Foi capaz de guerras envolvendo o planeta, por questões territoriais de grandeza. Tudo se é obra da espontaneidade biológica. O homem, apenas foi uma parcela da junção de moléculas e outras formas de vida que foram se adequando ao meio, se localizando em seu habitat, e evoluindo conforme sua espécie, conforme o seu grau de sobrevivência, tendo a lei do mais forte, as dos mais proeminentes para perpetuar a espécie. A pergunta não é o sentido, mas o porquê desse instinto de viver.

O homem é demasiadamente pequeno e insignificante. É demasiado arrogante. Nosso cérebro não está acostumado a lidar com a nossa insignificância e com a realidade da morte. O Universo é infinito de possibilidades. Somos uma inútil parcela tamanha as probabilidades de existência e outros múltiplos universos dos quais tanto se falam nas bases da física quântica. Criamos deuses e cristos. Criamos um deus humano, um deus que condena, julga, que ama, que perdoa e afaga os corações e acaricia o rosto dos depressivos necessitados de colo. O homem, para suprir de sua insignificância, criou Deus, para que pelo menos, algum ser além-carnal criasse a gente com finalidades, e que acabou suprindo a nossa carência da falta de um pai social, um pai coletivo.

“Pai nosso que estais no céu!” Como não ficar confortável perante alguma força misteriosa que nos olha entre as estrelas do infinito, a pueril Terra? Como não ficar confortável? Criamos as religiões para nos atentar ao placebo celeste. Necessitamos de santos para ficarmos mais equilibrados; necessitamos de Jesus Cristo para mostrar que até o divino sangra. Mas Deus necessita da gente, pois o que Ele seria, sem a existência humana? O que seria do divino, sem a fraqueza de nossa carne? O que seria do céu, se não existissem as condenações de nossas injúrias e paixões para o tão condenado inferno, onde seus círculos contam até nove perante nossas manifestações carnais e mundanas?


O homem é um ser insignificante que tenta achar respostas e atualizações de software na psique para buscar algo maior na sua mera existência. Alugamos este planeta, morreremos aqui, nos destruiremos, faremos sexo, anal ou vaginal, comeremos arroz ou feijão, e dormiremos em casa ou na rua. Estamos vivendo nesse planeta como forma de empréstimo, e pagaremos as contas com as nossas putrefações, tendo o homem, em diferenciação do animal nas questões de um pensamento contínuo, nas formas de raciocínio, da lógica, da filosofia, da sobrevivência e da crueldade, mas com o mesmo fim...............o pó!

 O nosso papel, não é descobrir o porquê de nossa existência, mas, termos humildade em aceitar o quão insignificante somos, e o quão “poeira” somos. Cabe a nós, apenas sobreviver nesse planeta, para não nos adentrarmos nas lástimas de viver enclausurados em um corpo, sendo que se quer pedimos autorização para virar feto, de uma manifestação espontânea sexual. A nossa função? Apenas viver de acordo com a sociedade em que cada um nasceu. Seguir suas normas. Adentrarmos em igrejas e missas, acreditar no pai celestial, e dormir para trabalhar segunda de manhã.

Beber com os amigos. Cuidar dos filhos. Pagar o aluguel. Transar no motel. Rezar na missa. Dirigir o carro. Comer. Defecar. Andar. Falar. Dormir. Ganhar dinheiro. Comprar. Politica. Economia. Ética e moral! Tudo isso sob as custas de nossa existência. Bem antes de existirmos não havia o mal, mas também não havia o bem. Havia a natureza em sua forma pura, sem deuses, igrejas, céu, inferno e sem a maldita pergunta:

Por quê existimos?