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sábado, 7 de dezembro de 2013

O CÉU LÁ FORA...



Edward Hooper: A woman in the sun

Incluía nos seus sonhos ser perfeita.
Mas de seu estado melancólico viu-se sem letra.
E o acorde da melodia virou um vão.
Das manifestações sexuais de sua autoria.
Lançou a própria sorte o acolhimento de sua sabedoria.
O acordar do sonho de um ritual pagão.


De suas questões maiores.
A luz era o que você mais temia.
Pois até nas sombras você a enxergava.
E isso lhe trazia certos medos de se sentir sozinha.


Olhar pela janela ao tentar achar a própria expressão.
Pois de espelhos não se tem o reflexo da alma.
E despiu-se no sentir do vento em seu corpo.
E o calor do sol ser expressa no cigarro.


De sua estrutura magistral de antiga paixão.
Em desespero clamor de ato sem razão.
É fetichismo literário em arte solitária.
De sua nuca ensejada por beijos de carismas.
De seus peitos libertos, com toque de artistas.
É razão libertadora de sua arte cinerária. 


O céu azul é sinônimo de chuva.
Os verdes das ondulações é depressiva ternura.
De suas coxas expostas de maneira expressiva.
És um sol no quarto frio como a noite.
És boca ensejada nas agruras da foice.
E o sentir da melancolia na nudez esquecida.

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