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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FERRUGENS DAS CARTAS




Foto: Alexandre Kenji



Sua calma era itinerante.
Passageira.
Instável.
Fumegante...
De questões sóbrias. Sendo seu olhar invólucro de certa tristeza, vá saber Deus de onde. Você se comportava como bela escritora, em se tratando de verbos intransitivos e a inspiração de inúmero autores. Não a compreendi de imediato. Não soube sua expressão de ser. Não entendia aqueles seus olhares alternados com sorrisos de graça, dos quais só enxergava a própria graça em goles de vinho seco.


Cabelos curtos...

Gestos calculados...

Demasiadamente simples...

Demasiadamente pesados...




Me encantava com seus ritmos diferentes.
Seu cigarro era uma nota de vício. 
Sua bebida era meramente ilustrativa.
Seu corpo se correspondia com a sua fala.
Seu dia se tornou minha noite.
E me perdi nas palavras entremeadas de suas poesias...



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