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domingo, 20 de outubro de 2013

AS TÚNICAS DAS CALÇADAS





Friso o tempo inteiro o instante.
Como o tempo que se passa perante as calçadas.
Com o compasso do tempo a passos largos
Nas ruas esquecidas desses locais.



O cimento misturado a angústia do minimalismo. 
O esquecimento e os passos dos caminhos já perdidos.
Foram se perdendo com a poeira das ruas.
E a alma dos esquecidos.



O canto daquele senhor estava tão triste.
Que de sua solidão de artista.
O tornava breve inventor.
Com suas palavras em canção.
E o vai e vem dos passos.



A túnica já levada pelo vento.
De uma mulher no seu relento.
Lembrava-me da loucura de sentidos da ternura.
Sendo seu sotaque algo longínquo e de outras terras.
O perfume das flores de suas fragrâncias eternas.
Fazia-se das primazias a sua própria postura.



De repente, outras túnicas foram sendo esquecidas nas calçadas.
As memórias eram alimentadas pelos cimentos de outras estadas.
E o cinza eterno dos cantos recolhidos eram sobriamente tristes.
Reluzente com o estado das cores selecionadas pelo caótico.
Caos dos futuros empreendimentos dos percalços escatológicos.
E o perfume daquelas que se foram e deixaram no ar essências plausíveis.



Procurei entre das várias túnicas.
O perfume daquela que amei.
Mas me perdi na calçada triste.
Entre as túnicas de tempos perdidos.
Sentado no calabouço de minhas memórias.
Eu mesmo era o senhor que cantava a solidão em meu nome.
Na solidão do artista.

PRESA CAPITAL




A camada da pele que subtrai substâncias.
Chama calada o ar que inspira.
Traga informações, contingentes para as células.
Corpo frio na febre sentida.





Corte fino para aproveitar a dor.
Derrama sobre a camisa branca de marca importada.
Pois de importância não sobrou tecido prestável.
Apenas a dor do sangue sentido.


Afiada a lâmina entristecida ao cortar.
A pele morta no colorir carismático.
Socialite faz dança para seu dinheiro voltar.
Empresário colarinho branco com doentio sorriso amarelo.


Assinatura canibal de presas capitais.
Sugerem a compensação de corpos na balança comercial.
Favorável na destituição de déficits de atenção...
De investimentos e indústrias...
Com hiperatividade.