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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

NEM BULA, NEM REMÉDIO





Cala-te o senso enaltecedor das gritarias.
Fez merda ao não escalar as escadarias.
São ritmos constantes de algum caderno.
Frio incólume, ignóbil, sofrível.
Claridade é algo irreversível.
São letras esquecidas em cantos do inferno.


Um grito é palavra não dita.
Um choro é sentimento sincero.
Uma noite é apenas solidão.
Das quais marcam as próximas orgias dos últimos instantes.


Soluçar é expressão da alma.
Quando a dor é tão forte e não se sente nada a respeito.
Não se mostra em laudos de exames médicos.
E não se alerta a chamados de medicamentos.


Nem bula.
Nem remédio.
O cais é o porto seguro do sufoco.
Silenciar as esplêndidas fixações futuras do socorro.
No despertar em um pulo no nada.
Sagacidade extrema em não ignorar a dor.
Espernear para descobrir o sangue da cor.
Que nos configura com o afiar da faca.

Um comentário:

  1. "Soluçar é uma expressão da alma.
    Quando a dor é tão forte e não se sente nada a respeito.Não se mostra laudos de exames médicos.
    E não se alerta a chamados de medicamentos." Totalmente Show !!! Parabéns por saber colocar as palavras de forma clara do que é o verdadeiro sentido da "dor". Bjs!!!

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