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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

NEM BULA, NEM REMÉDIO





Cala-te o senso enaltecedor das gritarias.
Fez merda ao não escalar as escadarias.
São ritmos constantes de algum caderno.
Frio incólume, ignóbil, sofrível.
Claridade é algo irreversível.
São letras esquecidas em cantos do inferno.


Um grito é palavra não dita.
Um choro é sentimento sincero.
Uma noite é apenas solidão.
Das quais marcam as próximas orgias dos últimos instantes.


Soluçar é expressão da alma.
Quando a dor é tão forte e não se sente nada a respeito.
Não se mostra em laudos de exames médicos.
E não se alerta a chamados de medicamentos.


Nem bula.
Nem remédio.
O cais é o porto seguro do sufoco.
Silenciar as esplêndidas fixações futuras do socorro.
No despertar em um pulo no nada.
Sagacidade extrema em não ignorar a dor.
Espernear para descobrir o sangue da cor.
Que nos configura com o afiar da faca.

domingo, 11 de agosto de 2013

SUMMER 78



Boa viagem!



Recomenda-se ler com o áudio





Clarão de surdos se fez cego ao degustar o sabor vago de loucura.
Boca beijada sem ritmo frenético em singular soneto.
Sexo intercalado em suspiros embriagados nas canções da sonolência.
Cigarro tragado, bendita a fumaça, sonegada pelos pulmões.
Sentimento de saudade das conversas nas madrugadas vazias.
Solidão do meio dia na estética das noites de curiosas manifestações.













Letras engarrafadas jogadas nas marés do luar.
Sentimento incinerado no falar aleatório.
Crítica falada, bendita sua centelha.
Choro recém-nascido nos arredores da alegria ou na tristeza.
Na saúde ou na demência.
No soluço, na clareza.













Piano sentindo falta da canção de Yann Tiersen.
Consagrou-se fatal o ritmo em que as crianças crescem.
No solo mantido no coração da sala de estar.
Ventos sentidos na sua pele cor de menta em relação ao todo.
Saia dessa casca, dessa farsa, desse lodo.
Viva nos intensos brilhos da grandeza estelar.














Na emoção Summer 78 viu-se o grandioso.
Dessa ilustração de um grande segredo valioso.
Na partitura repleta de versos caídos.
De uma tristeza contínua, velada.
De uma nostalgia simples, simulada.
Nas notas do piano ao serem vividos.














Consagrou-se mar ao ver montanha.
Viveu sentido ao se ver na entranha.
Dessa vida única na qual estamos caminhando.
Sala vazia, piano solto, notas ao luar.
Sala vazia, piano claro, acordes ao flutuar.
Vão se perdendo, se perdendo, ao longe, remando.














Seguiu caminho ao perceber que tudo estava se tornando dor.
Sorriu quando a paisagem plana mudava de cor.
Paisagem como trilha sonora de causas espetaculares.
E segue-se perfeito o leito de sua expressão.
Como um hino claro de pura emoção.
O doce som dos lampejos oculares.














A música cresce aos poucos.
Como os primeiros passos de um ser.
Como no crescer das primeiras árvores.
Como o enaltecer da primeira flor.














Como seus olhos ao longe se despedindo.
Pedindo perdão ao não perdoado.
E lá se vai mais um caminho.
Lá se vai um amor em sons musicais.














Montanhas sentindo louvores.
O sol agradecendo a lua.
O amor despedindo da tristeza.
E a canção em um fator de perfeição.















E A EMOÇÃO EXPLODE
EXPLODE COMO O PRIMEIRO SENTIDO
COMO O PRIMEIRO ABRAÇO DO CANTEIRO ESQUECIDO.
NAS ARQUITETÔNICAS GLORIFICADAS DE SE EXALAR PÉTALA.
NA CONDIÇÃO HUMANA DE DESCREVER PEÇAS.
NO SOLUÇAR DA EXPRESSÃO PERFEITA DA MÚSICA.
E QUE VENHA A MÚSICA.
ABRANDAR O CORAÇÃO.
SERVIR DE CONSOLO AO POETA.
E, ao triste?
Uma generosa inspiração.