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domingo, 21 de julho de 2013

DISEQUILIBRIUM (Prelúdio)




Para todos os insanos...




Estou prestes a me enlouquecer...
   Legítimo disequilibrium constante de amar.
     Gritando a me perder na multidão do escárnio.
        Pois a mulher que amei nada mais foi do que uma paixão enfurecida.




Rapidão.
Deixe eu acender meu cigarro...



















Vazio Transcendental


















DISEQUILIBRIUM

(PRELÚDIO)





















Quero que esse mundo inteiro sofra das consequências do cinismo.
Pois todos vão terminar enjaulados nas ruas.
Bebendo tequila em copos quebrados.
E trepando na rua.
Em pleno meio dia.


Música ao fundo com esplêndida loucura.
Sua boca sútil, lábios desejados.
Por constantes sequências de salivares degustações.
De seus beijos contantes.
E tudo me cabe em memórias.
Mas, foda-se também.



Esse barulho movimentando minha cabeça.
Pedindo para que o coração voltasse a ativa.
Pois meu conhaque estava vencido.
E sua dança, fora do meu alcance.



Cantei um rock meio desafinado ao ambiente.
Mas encontrei o meio termo para a afinação.
Ouvi lentamente tudo o que estava me passando.
E prestei atenção no seu corpo.
Enquanto cada curva me fazia querer virar um espectador eloquente.
Ou um mero cadáver atípico.
Sendo que a cura de minha poesia míope.
Seria seu corpo se movimentando próximo a mim.


Fumaça.
Estrago.
Dostoiévski.
Absinto.


Fumo.
Estrôncio.
Sr.
Plebiscito.


Fonte.
Parágrafo.
Travessão.
Letra maiúscula.


Singelo.
Amor.
Saúdo.


De gestos.
Seu riso.
Seu corpo.
Amém.


Desapropriei da palavra esquecida aos quatro ventos.
Desperdicei do amor que me causou tanto drama.
Dancei sem sentir se a chuva estava fria ou simplesmente melodramática.
E fiquei sem saber se os amigos dos quais estavam bêbados.
Estavam chorando por meio do organismo alcoólico.



O trabalho redobrado na busca de dinheiro me exercitou a fama.
Fama que conquistei ao deixar de lado os bons momentos como um todo.
Pouco me fodia se aquilo tudo era banal.
Apenas fazia parte de minha ética.


Silenciei seu orgasmo achando que seu gemido não era o bastante.
Deixei um sangue derramar para ver se a cor não mudaria com o sentimento.
Pois o vermelho estava vencido.
E o sentimento me estava amargo.


Vendi versos para aqueles que gostam de ler.
Dos versos que fiz para aquelas que não me perceberam.
Fiz da flor meu veneno mais radical sobre lavagem cerebral.
E esqueci que o pôr do sol estava ali a todo instante.


A chuva me caia como algo natural.
As nuvens, o rebanho, tudo simples.
Algo banal.
Sua dança me passou despercebido.
Seu corpo se expressava em ritmo veloz.
Quando seu calor ultrapassou o limite do sentir poético.
E de tudo, seu sorriso me fez sorrir.


Decepções me cegaram e a vida se fez passar.
Quando as músicas de Wagner foram interpretadas com a loucura de Nietzsche.
E que se foda Nietzsche neste exato momento.
Pois o niilismo está totalmente infinito aqui.


Ih, cacete...Esqueci de viver.
Ainda bem que te encontrei a tempo.
Ainda bem que a encontrei enquanto dançava.
Pois nada se fez em vão.
Quando seu corpo se desdobrou ao som daquela canção.
E os acordes? Fiz enaltecer na fria linhagem dos versos.


Enquanto eu fumava.
Você vivia.
Enquanto eu escrevia.
Você vivia em minha escrita.
Enquanto eu bebia.
Você era meu vício alcoólico.
E enquanto você dormia.
Você vivia eternamente em meus sonhos.


Esqueci de viver.
Sim, esqueci.
Mas estou recuperando o tempo para correr atrás do prejuízo cinzento.
Pois o cigarro, parei de fumar.
Meus dias, únicos e inigualáveis.
Minha cabeça explodia em canções contra o tumor dos fatos.
Mas ainda bem que acordei a tempo.
Para me despedir.
E para te ver voltar a dançar.
Nesse palco.
Que me curou da poesia míope.
Que me tendenciou a querer romper tudo.
Tudo está sob equilíbrio.
Ou que estou tacando fogo em corpos já deteriorados pelo tempo.
E que neste momento, estou prestes a cortar a garganta de alguém que lhe fez grande mal.
E ninguém irá me impedir.
A menos que você intervenha.



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