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sexta-feira, 14 de junho de 2013

ALÔ, MINAS GERAIS










Diga minha querida.
Me diga.
Como está o tempo.
Como está sua paixão.
Ai em Minas Gerais.



Fazer o quê?
Se a saudade é tamanha.
Se sua presença é tão distante.
E sua paixão é uma certeza latente.



Em qual leitura está agora?
Qual amor está lhe preenchendo a alma?
Ai em Minas Gerais.



Sabe que meu amor por você já está entregue.
Com endereço, rua, cidade, sonetos e versos.
E tento fugir dessa realidade tão distante.
De que estamos lado a lado.
Nos dias que se fingem passar de noite.
Ou nas leituras que se fizeram sentir em prosas do inteiro.



Como está seu olhar?
Ainda deslumbrante como o crepúsculo do entardecer?
Espero que sim.
Mando lembranças aqui deste lugar.
Lugar do qual ficara alguns dias.
Mas isso nos remete a lembranças.
Das quais nos cansamos de relembrar.
E sonhar o que poderia ter sido.



Guardei como recordação.
Incontáveis fotos que criei de memória.
Ostentada por sua fala.
Valeu cada momento.
A que se deu nosso encontro.
Nascido entre um acaso sincero.
Nascido por meio de um amor não descoberto.
Assim nasceu a poesia por sua prosa mais solene.



Gostaria de saber o que me aguarda no futuro.
Sendo que seu amor, gostaria de tê-lo por perto.
Mas não sei como está o tempo por ai.
E espero que esteja amando como sempre.
Ai em Minas Gerais.



Sonhei com você essas noites.
Estava ao longe, no aeroporto, tão distante.
E te vi em versos sendo escritos em sua nuca.
Sozinho, não te encontrei a tempo.
Seu voo foi um minuto mais cedo.
E tentei te encontrar um minuto mais tarde.



Poesia.
Não consegui escrever mais nada há tempos.
Nenhum verso.
Nenhum som de violino.
Nenhum solo de guitarra.



Procurei em todos os recantos.
Desde o bairro mais próximo até algum olhar por engano.
E não a achei.
Pensei que fosse me largar.
Nesses versos em linhas gerais.



Mas, não sei.
Tenho saudades, sabe?
E o que poderia ter sido?
O que daria certo.
O que daria errado.
E cá estamos distantes.
E eu sonhando acordado em papel singelo.


Sei lá se a poesia continua tendo o mesmo grau de efeito.
Não sei se o que sinto por você é aquilo que chamam de...
"Forte e Verdadeiro".
Pois não ligo para o que todos dizem.
Pois sentimento é sincero.



Mas seja como for minha querida.
Seja como for.
Que não a perderei como a estrela de Portugal.
Que nunca te esquecerei.
E espero que esse escrito.
Seja lido a tempo.
Pois é necessário se ter o agora.
Decorando esses versos.
E não conseguindo te esquecer.



Esperar seria doloroso demais.
Não sei se ainda gosta de poesias.
Não sei se mudou tanto com esse meio tempo.
Mas continuo mesmo assim.
A te querer ainda mais.
Mais do que curtos 500 dias.
Mesmo eu estando em uma cidade com ar interiorano.
E você sempre brilhando.
Seja em Letras ou prosas.
Seja Vermelho Amargo.
Ai, em Minas Gerais.

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