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sexta-feira, 12 de abril de 2013

SINOS FALECIDOS



Participação obscena em espetáculo perante alguma cruz.
Sinos que entoam fatais canções de palavras sorteadas.
Caixas que arrecadam mais do que fé em porta de escada.
Ou um balanço sincero dos famosos enganos.


Amor que desentendeu, e, por engano, conquistou a mente errada.
Amor que se subtraiu nas equações mastigadas de partículas mascaradas.
E que entre o cinema para ilustrar a versão do cotidiano falecido.
Ou o livro antigo por demais para se fazer entendido em noites febris.
Ou insônia desigual tocada em algum piano.
Uma coleção que se foi perante o porvir da tempestade.


Sangria irreversível perante o sangue sagrado.
Se fez sacramentado em praias desérticas rumo sul ou norte.
Jorrou-se paz ao cortar o pulso do misericordioso.
Fincou-se oração ao perceber a morte por perto.

Perdi a vista das terras estrangeiras.
Perdi de vez aquela que se fez exterior.
Fincou-se partida ao descobrir o errado.
Fez-se mudança para mudar o descobridor.


Assisti inúmeras vezes a loucura insana.
Insensatez persistente em notas de alguma banalidade.
E que o álcool presencie em meu sangue vésperas de calúnias.
Bêbado febril com falta de glicose.
Ou algum abrigo.


E que se faça presente o assunto de comunicação sangrenta.
Comunicação de massas, assuntos...me convença.
De que a sorte foi feita para ser vendida.


Em qualquer canto por dois reais.
Ou em algum lugar de Santos.
Em recantos de Brasília, Goiânia, BH.
Ou poesias falecidas
Que se desgastaram por demais em salas de cinema vazia.
Ou sinos em desuso.

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