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segunda-feira, 22 de abril de 2013

ESTAÇÃO INVERNO


Quatro e quarenta e cinco, de tarde, ao vão.
Desembarquei sem saber direito em qual estação.
E o silêncio do frio indicava meu abandono.
A tarde cinza, com os ventos sentimentais regulares...
A memória de seu olhar em retratos milenares.
Na verdade, foram segundos que se fizeram sentir em sono.


Psicológico foragido da visão fixa pede retorno.
Sentimento em asilo pede juventude, singelo adorno.
O coração abatido de tristeza malograda.
Na paz enaltecida pelo silêncio de ninguém.
Reconfortos apenas em sonhos, e isso já me faz bem.
Em resistir a essa loucura de pertencer a uma história que não fora completada.


Música poesia em formato de bebida quente.
Cigarro transtornado gerou fumaça em local aberto.
Beijo somente na memória de uma semana atrás.
E o seu gosto ainda latente.


Sete para as nove.
Estava longe de casa e próximo de alguma avenida.
Movimentada por sinal, porém, vazia.
Sei que não estarás no bar das nove.
Nem no conhaque das vinte e três e trinta.
Mas o cigarro gerava o calor que faltava em mim.
Por dentro em meus pulmões.
Onde a falta de te respirar.
Gerou uma certa ânsia por te ver.
Relutei em sonhar.
Estou a quilômetros do altar.
E...
Meu relógio?
Meia noite e cinquenta e seis.


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