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domingo, 10 de março de 2013

SANGUINÁRIO BORDERLINE


DE FATO...


...eu te odeio.
Te odeio pois não posso te amar.
Me faço odiar pois entre as noites frias,
O sangue faço derramar.
E então sinto o vazio sobre o corpo.
Pela falta de seus braços e pernas.
Ensejando respirar.

Eu te odeio pois seus olhos são tão lindos que me fazem sonhar.
Eu te odeio, mas por favor, não me deixe.
Pois amanhã vou querer te amar.
E sendo assim...


Eu te amo.


Eu te amo enquanto o vento sopra calmo na janela.
E preciso de ti como a semente precisa de água para brotar.
Eu te odeio.
E te amo.
E não posso...


ME ACALMAR.


Meu anseio em não te ter faz do meu mar sem água.
Da brisa sem calma.
Quando teu amor não me vem.




Poderia esquecer seu nome nos mais simples versos.
Colocaria minha cabeça à prêmio por não saber te amar.
Pois me falta você.
E o vento insiste em me abraçar mais forte.
Para que o nada me afague.
E o desespero é o que me espera.


Vou selecionar meus dias feito animal caçado.
Cortarei mil perdões em fatias prontas para os pecadores.
Onde as orações não alcançaram a capela.
E o meu beijo não alcançou teus lábios distantes.
Partidos no breu.


E que minha vontade de te ver.
Seja perdoada pela minha necessidade em amar você.
Mesmo partindo vazios copiladores  do progresso.
Progredindo meu verso.
Enaltecendo minha vista.
E ensejando um novo corte.



E continuo te odiando e te amando, pois o vazio em ti é um pedaço de mim e do que fui. Uma mistura amarga de chocolate com café e saudade. Um canto triste, banhado por lágrimas, enaltecido por sorrisos e livre com braços abertos à procura do ser e do inteiro.

Mergulho na loucura da disfunção de meus pensamentos frágeis, coerentes e de condições doentias. Te amo te ver ao lado de outro sorriso, que mesmo amigo, faz do meu egoísmo um sofrimento inútil caído por aí.



E do meu amor um lugar inóspito e cheio de você.



E fazia-se um bom tempo que não escrevia versos ao vão.
Cercados de arame farpado pendente em meu ser.
Coerente pela falta de seu olhar do meio-dia.
Fez-se frio o vento da meia-noite.


Serenar de minha consciência repleta de possessividades.
Passíveis de erros computados como saudade.
Salvo nos arquivos em decomposição pelo falar desvairado.
E a necessidade de cuidar de você.
Mesmo com meus cortes e cicatrizes.
Mesmo com meu sangue em torpor.
Tiros ao vão.
Declarações aos céus.
Vazio despedaçado.




É sangue que me fez aliviar a prisão.
É dor que deturpou saudade.
É coagulação exagerada pelo simples corte.
Do desejo de te ter.


E não respirava conforme a canção.
Não ouvia sua voz ao longe escondida entre soluços.
E...

E agora?

Por onde foi toda a beleza de teu corpo e luz?
Sei que estás ao longe.
Pois meu vazio é grande.
Palavras são poucas.
E corto a carne para o sangue fluir.
Sair deste corpo oco, entristecido.
Para enfim meus pulmões ressuscitarem.
E eu voltar a te respirar.


Querer teu corpo nu sobre o meu me faz te odiar ainda mais, pois no suar de seu toque e abrandar de minhas lágrimas, fez-se ali, naquilo, em tudo, na cama, o amor de verdade. Noite te loucura e prazer intenso, escorregava minha mão sobre suas pernas, fazendo você cantar o desejo de querer...




Me vi flutuando em uma tragédia grega de cenas perturbadoras e fortes para corações despedaçados e carentes. Te tive por inteira. Me tive por inteiro. Em uma noite que passou de muitas vidas esquecidas e renascidas...

De sexo.
Lágrimas.
E paixão.


Droga! Só estou tentando dizer que te quero além de teu corpo e te preciso além de minha alma. Para que o corte não seja mais preciso. O sangue continuar a fluir dentro do corpo. E tudo se fazer respirar.


Seria um vento indicando meu norte.
Lança-te a busca e me afundo pela própria sorte.
Dessa marca que teima em sair como cicatriz.
É fazer te odiar por gostar ainda mais.
É encostar minha alma perante o longínquo cais.
E te odeio por me fazer odiar teu aspecto que demonstra meu amor.
Em outras normas e diretrizes.
E tudo se fez respirar.
Só isso.
Teu corpo.
Tua alma.
Te amo.
Te odeio.
E nada mais.


Escrito por Alexandre Kenji e Stephanie Cacciolari.

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