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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

SÍNDROME DO PÂNICO

Pintura: Marilyn Manson


Medo de tudo.
Sem se ter nada.
É ausência esclarecedora dos esquecidos.
São causas variadas para se chegar a um mesmo tema.
A busca pela receita de uma bula, esquema.
De que o coração pulsa mais rápido.
Um medo. Um efeito químico. Uma síndrome.
Tratado como loucura de gente de má índole.
No aprimorar dos efeitos falecidos.
Ou no silenciar de um sociável pacto.

Os passos eram contados.
Contados.
Os passos.
Cada passo contado.
E alguém observava.
Alguém me observava.
Os passos.
Observavam.
Contavam.

A cada minuto... alerta.
Um sentimento de prisão sem aresta.
No alarde fantasmagórico dos minutos.
O medo abstrato como um sequestro.
De cortar meus dedos e mandar para o inferno.
Como oferenda à um demônio antigo.
Demônios da prisão.
Pânico.
Síndrome.
Segundos.

A atrofia dos meus nervos era a atrofia do meu pensar.
Atrofia no andar.
De se ter medo ao falar.
E os passos eram contados.
Contados eram os passos.
Contados eram os medos que me viam como alvo fácil.
Como alvo fácil.
Sem se ter em que se fixar.
Para continuar a andar em uma corda bamba.
Dos sentimentos vividos.

Medo de tudo.
Sem se ter nada por perto.
Sentimento de caos.
Tragédia.
Enquanto o coração acelera.
Enquanto a pupila dilata.
Enquanto me sobram arestas.
Da razão existir.

O tempo para de respirar.
Os ventos não sopram para aliviar angústias.
E a única proteção.
Eram as quatro paredes do inferno.
Onde a zona de conforto era quente.
E o mundo lá fora me era hostil.

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