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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Olhos Castanhos

(Sem imagens por falta de seu olhar por aqui...)


Não sabia se começaria com uma poesia.
Uma prosa.
Uma música do Legião.
Um filme.
Qualquer filme...
Um livro do Chico Buarque.
Qualquer livro...
Anna Karenina?
O guia do mochileiro?
Não sei.


Um som.
Uma luz.
Uma simples luz.


Não é tão fácil fugir.
Não é tão simples como parece.
E por isso as palavras me chegam com a memória de sua voz.
Da qual me recordo.
E que meu inferno quase me fez esquecer.


Não sei se seus olhos são de fato castanhos.
Tentarei algum dia te perguntar.
Mas é muito melhor tentar arriscar.
Enquanto eu me arrisco nessa escrita.


Espero que você alcance estrelas.
Espero que conquiste plateias.
E que carregue em sua bolsa outro livro.


Se falei se sumiria.
Foi desespero de minha percepção.
De não saber falar em partes.
Pois o texto é pouco.
E tua presença é muita.


E de seus olhos...
Não sei se tenho permissão em explicar.
Para os inúmeros cegos figurativos que não sabem entender.
Para os inúmeros analfabetos que não leem além de letras sem sentido.
Sobre seus olhos.


Olhar castanho.
(Espero que seja castanho).
Pois se eu estiver certo.
A noite me ajudou a te observar.
Sendo palavras.
Minhas palavras.
Para descrever.
Como a tempestade da música que chegou em teus olhos.
Com ares e cores.
Como filmes.
Como livros.
Como sensores.
Que talvez eu esteja certo.
Sobre seus olhos castanhos.

E se tudo isso foi vago.
Se tudo foi pouco.
Me perdoe.
Me desculpe.
Durma bem.
E...
Boa noite.





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