onselectstart='return false'

Translate

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Necessidade...



Madrugada...




Reluzente teu realçar unânime, compatível ao entardecer.
Cabelo curto. Sorriso único. Olhar singelo, ao anoitecer.
Vi seu rosto apenas uma única vez de perto.
Não sabendo compor palavras para traduzir o correto.
Do grande senso de esplendor em palavras.


Não aturamos desembarques.
Não aturamos despedidas.
Queremos apenas o sentimento.
Guardado com o apelo de momentos.
Filmes, livros, inverno.
Ou uma foto preto em branco.
Sem relento.
Sem inferno.


Uma necessidade.
Uma necessidade sua.
Quem lhe dera se mudar para o exterior.
França, Itália, Stratford e onde for.
No tocar de uma gaita desafinada por aventura.


No irritar dos vizinhos.
"Who´s playing this fucking harmonica"
E você com a ternura...
De se habilitar a aventurar-se em território estrangeiro.
Para mostrar-se ao mundo inteiro.
Seu olhar em palavras.. literatura!
Como ficar 12 anos em um único lugar.
Ou ser uma grande adoradora do frio, do céu...
E da chuva.


Necessidade.
Necessidade sua.
Caminhar sozinha.
Caminhar...
Sentir o frio no rosto.
E a brisa do mar.




Sentir o toque por perto.
Ao longe, ao tudo.
Um soneto.
Um verso.
Mas não consigo...








...estar à sua altura.









E que entre a dança.
E o seu ritmo.
De se tratar como uma adulta.
Ou a leveza de uma criança.
Tendo a maturidade reluzente em teus ombros.
E o encantar eterno pela tua calma.


A dança.
Sua dança.
Deixando seu "ser" apto a se receber cem por cento.
Tendo-se em mente ser uma grande garota com talento.
E de pouco se abranger nas palavras.
À beira estar...
...de madrugada.


Palavras surgiram nesta folha em branco.
Para colocar os sentimentos para com seu olhar.
Mas me faltam palavras.
Tudo me falta.
Tudo se é pouco.


Faltam... horas.
Faltam... valsas.
Falta Stratford.
Faltam morangos, madrugadas e estradas.


Falta a necessidade de tentar te compreender.
Mesmo, às vezes, não se permitindo conversar.
Sobre sua estrada.
Ou sobre seu encantar.
Do qual já falei.
Do qual ainda falo.
Que és mais linda com cabelo curto.
Que és adorável no sonhar.
No falar.
E no tentar dormir de madrugada.


E cá estamos.
Aqui.
De novo.
Sem sono.
Sem ritmo.
Apenas uma tela.
Uma tela fria.
Um "oi" de um lado.
Um "tudo bem" de outro.
Entre Clara Nunes, Celtic Music e Tennesse Williams.


Mas ainda faço questão de escutar.
O som do vento interiorano.
O sabor de morangos que te fazem encantar o paladar.
De te fazer sorrir.
Como a chuva neste momento a realçar.
Não apenas a sua essência.
Mas a minha falta de palavras,
Para descrever...

Seu olhar.





Seu olhar.






Seu..............Olhar!









2 comentários:

  1. Um amor distante? Um amor que não dá para tocar? Um querer estar perto...um abraço, uma acolhida, palavras soltas... e o olhar...mas é no olhar que se fala tudo...é no olhar que se capta o amor. Gostei muito do seu texto meu querido, que até me inspirou pequenos versos acima. Um dia lindo. Muita paz em seu coração. Um abraço de amiga.

    ResponderExcluir
  2. NOSSA ISSO NÃO É UMA POESIA, É MAIS DO QUE ISSO, É UMA EXPRESSÃO MUITO FORTE DE UM CORAÇÃO GRANDE E SINCERO COMO O SEU. Parabéns ...

    ResponderExcluir