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domingo, 13 de janeiro de 2013

Vodka - Volume 2





A noite estava estranha desde o início. Uma calma inusitada tomou conta de toda vizinhança. Em pleno sábado de madrugada, nenhuma festa. Nenhuma bebedeira costumeira. Nenhum som de carro com mulheres gemendo. Até os cachorros estavam contribuindo para tal efeito. O vento frio, mas leve, fazia com que as árvores dançassem em ritmo. Estava apenas tudo em...

INT. COZINHA. CASA DE CARLOS EDUARDO

Gabriel: Paz! Essa é a palavra que me falta. Paz. Não sei o que significa ter paz. Paz na consciência. Paz no espírito...Não sei o que significa depois de Clara.
C.E..: Clara? Depois de dois anos, você nunca me contou a respeito.
Gabriel: Porque nunca contei a ninguém.
C.E.: E quem é Clara?
Gabriel:  Como o próprio nome, ela tinha a pele clara. 1,70m. Cabelos que nem o vento conseguiria explicar. Seu olhar...Deus! Era uma coisa única. Tinha a ternura de um anjo e a melancolia dos caídos. Ela era linda cara...
C.E.: Era?
Gabriel: Sim. Era.
C.E.: O que aconteceu com ela?

HISTÓRIA DE CLARA

Caros leitores!

  Bem vindos a história de Clara. Se espera por um conto de fadas, algum filme de romance para ser assistido em uma Sessão da Tarde, ou apenas mais uma história de amor.....ahahahahaha, sinto muito, blog errado. Essa história é um pouco triste. Clara, era a mulher dos sonhos do nosso Gabriel. Eles se conheceram...

Gabriel: ...no bar! Onde mais? Nos conhecemos no Bar Esplendor. Eu estava com alguns amigos no dia, e...Porra, você estava lá!
C.E.: Ah, é, eu estava. Mas saí mais cedo. Não nos falamos mais depois daquele dia. Você ficou 1 ano...bom...uhm...continue.
Gabriel: Bom, enfim...É aquela história. Ela me chamou atenção. E eu chamei atenção dela. Algo recípo...recíco...
C.E.: Recíproco.
Gabriel: Essa parada aí. Continuando. Ai a gente começou a conversar, e foi uma conversa de 3 horas.
C.E.: Caralho!
Gabriel: Pois é. Contei histórias, ela também, contei das minhas cagadas, ela também, e contei piadas, ela não.
C.E.: Ela riu pelo menos?
Gabriel: Não da piada, mas do meu esforço de faze-la rir.

Um ar nostálgico tomou conta de Gabriel. Uma súbita tristeza lhe invadiu a alma. Um vazio. Um vazio sentimental. Algo que não sentia há muito. Gostaria de contar com prazer a sua dor, mas não se fazia um adepto ao sadismo. Não era um Bill matando sua Noiva. Não era um Hannibal degustando suas vítimas. Não era Vic Vega ou Oh Dae-Su... e gritou:

Gabriel: Cadê a porra da minha vodka? Eu te disse para ir buscar. Eu pedi pra você me trazer a vodka. Eu quero ela. Eu quero ela de volta pra mim, senão eu juro, eu juro que mato alguém dessa sua casa. Juro por Deus. Aí você vai saber o que é perder! (sacando uma Winchester 22).
C.E.: Porra mermão! Que isso, cara! Abaixe essa arma. Você vai acabar fazendo alguma besteira.
Gabriel: Traga aquela vodka que está no frigobar do seu escritório, você sempre guarda uma Absolut por lá. Eu só queria ela de volta, mano! Ela morreu em meus braços.
C.E.: Abaixe essa arma...
Gabriel: Ficamos um ano juntos. Um ano. Ela me falava sobre poesia, sobre a vida e como era ridículo ficar pensando somente no amanhã. No niilismo.
C.E.: Gabriel, por favor cara! Abaixe a maldita arma!
Gabriel: Ela não tinha nenhum problema, pelo o que eu sabia na época. Ela morreu, como alguém morre desesperado carregando na mão direita, uma garrafa de vodka. Ela morreu feito anjo caído. Ela morreu...feito ataque cardíaco fulminante.



To be continued...


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