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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Proscênio




Antes do palco principal.
Vem o proscênio.
O que indica a próxima atração.
E o que se esconde atrás dos ventos.

A solidão de seu palco interior.
Fantasiada em poesias de amor.
Rancor rumo ao próximo ator.
Em uma cena de arte se transformando em atos.

O proscênio da vida.
Onde o ser humano não se vê inserido.
Pois o palco é grande.
E a escuridão é a escolhida.

Proscênio das nossas dores.
Da morte e de amores.
De flores e cinzas perdidas.
De um encantamento que está fora de cena.

A tragédia dos nossos sentimentos.
Medida rente a régua do tempo.
Em um compasso único e esquecido.
E que jaz e permeia na memória. 

Nossas vidas proscênicas.
Entre o fim e o tudo.
Entre a dor que morre em pleno luto.
Ao saber da música ao lado do túmulo.

O sol permeia na pele do ator encarnado.
Sem saber que já está atuando.
Entre o fim da noite e a escuridão do dia.
Onde o proscênio se encontra em mim.

Antes de tudo.
Antes das dores.
Antes do luto.
Antes dos podres.
Perto do longe.
Longe do fim.
O proscênio se encontra.
O proscênio se encontra em mim.

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