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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Na sala...




A sala escura demonstra esquecimento.
Como um fim trágico de um nada aparente.
Ligada a uma frente fria vinda do passado.
E a mente esfria. Deserto quente.
A sala escura. Espaço nulo.

E o sol! Aquele sol que queima.
Queima os restos insalubres do ser.
E continua a queimar. Quente e a frente.
Luz solar. Luz do ser.
No vazio. Aparentemente vazio.

A flor colorida. Cores de um alvorecer novo.
Com mais pétalas a brilhar.
Com mais cheiro a exalar.
E o brilho daquele olhar.

A criança pequena de uma geração perdida.
A planta escura que empobreceu com o tempo.
Rugas afogadas em mágoas provocam ressentimento...
E o tempo não dá tempo.
O tempo corre em direção ao vento.
E o vento narra à história do esquecimento.
Narra à história de novos tempos.

Minha história. Meu desalento.
Simples afeto. Alegorias divinas.
Minhas palavras. Palavras minhas.
Em um espaço escuro. Escuro no canto ao lado daquele abajur.
Minhas palavras de esquecimento.
Como um simples vento ao tempo.
Corre mundo. Corre vento.
No mais simples e trágico desalento.
No entardecer da alma da primavera.

Corre! Corre ser!
Corre mundo e o viver.
Não sejas um mal.
Não um simples mal.
Mas pelo menos corra!
Corra simplesmente para viver.
Viver o que não se viveu e sentir o que nunca se sentiu.
Aquele canto da sala não se viveu.
E por isso, o tempo corre.
O vento sopra.
E o esquecimento simplesmente chega a mim!

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