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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Momento de palavras viajantes




Palavras erradicadas aos sete ventos.
Enunciadas em cânticos de rodas feitas por antigas luzes.
Prestes a serem encaradas como canções de algum altar distante.
Perto do túnel que se fez dos tempos para a próxima partida.

Rente às lágrimas de saudade que umas palavras sentiram de outras,
Houve um sentimento de pensadores pessimistas.
Sem o tributo essencial da maré da memória.
Fria como a noite próspera para recordar antigas paixões.

Rente à escrita da alma viajante.
Palavras se despediam das outras.
E eu assistindo a tristeza alegre da partida.

Palavras que viajam entre estrelas.
Formam cometas e universos.
Entre as maravilhas de tê-las como amigas.

Sentimentos que nascem em palavras.
Em gestos e olhares.
Entre o nascimento do filho e a morte do avô.

O trem em que a palavra embarcou.
A maré em que as letras se afastaram.
Senti a saudade da união.
Da união de suas sintaxes.
Ah! Palavras viajantes.
Entre poetas e Camões...
E a semana de vinte e dois.

Ah! Palavras viajantes.
Entre a luz, música e conforto sem vazio.
Na vida dedicada ao escritor.

Rente à escrita da alma viajante.
De antigos pensamentos de ontem e do hoje.
Perto da estrada final da meia-noite.
E o frio inerente do meio dia.

Palavras viajantes.
Doces sons de poetas, músicos, sambistas e amantes.
Onde a saudade bateu nesse exato momento do eterno.

Para sempre existir no coração sentimental.
O som das palavras e o orgulho de senti-las como algo mundial.
Ao ver de longe minhas, suas e nossas palavras.
Com acenos de adeus sinceros.
Para sempre existirem na nossa língua eterna,
As estrelas de Portugal.

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