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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Luz. Câmera. Solidão.



Filme "Manhattan" 1979   Direção: Woody Allen

  A solidão, segundo o dicionário Houaiss, significa o estado de quem está ou se sente só. Para mim, a solidão é a alegria do artista, o céu nublado em pleno sábado ou um dia de calor em pleno inverno. A solidão está presente em todos os indivíduos. Sentimos as dores sozinhos, morremos sozinhos e a vida continua. A solidão me apresenta também em uma sala de cinema, onde antigos desejos de viver momentos felizes se tornam mais fortes, ao assistir, como exemplo, filmes do Frank Capra, onde a felicidade se encontra de maneira intensa, como “It´s a Wonderful Life”.
  Mas o que é a solidão, senão um sentimento que nos mata de chorar? Mas que sentimento é esse que nem o sexo bem feito preenche o vazio no coração? Solidão, quando ninguém está ao seu lado assistindo “A Band à Part”, de Godard. Solidão, como os quadros de Edward Hooper ou a fotografia de “Manhattan”, entre um certo Woody Allen e uma Diane Keaton. Ela mata! A solidão às vezes é assassina! Gera da depressão à poesia mais bem escrita de Augusto dos Anjos. De um louco, como Travis Bickle de Taxi Driver a um Renato Russo e seu “Tempo Perdido”.
  A solidão é como uma dor aguda, no qual a demonstramos por fora e sentimos por dentro. Indico a solidão que jaz permanente na minha alma, do qual possa ser algo cármico. É a minha solidão em relação a... tudo! Sentir saudades de momentos dos quais nunca vivi; respirar o ar de Paris ou Provença; chorar ao ver o olhar de Chaplin em “Luzes da Cidade” ou querer simplesmente um abraço da companheira desejada. Os tempos contemporâneos aumentam a vontade de querer viver intensamente sem saber o que ou o porquê de se estar vivendo.
  Ela, “La Solitude”, também não deixa de ser engraçada, pois quando ela se vai, desejamos de volta. As lágrimas de solidão são as lágrimas dos anjos do alto ou dos caídos. O fechar e o abrir dos olhos esperando que ela nos carregue no colo, que nos faça chorar e sonhar para um novo amanhã, onde a tristeza de hoje e as mágoas de ontem se transformem em belos quadros de Van Gogh; em belas músicas da Enya; Em filmes em preto e branco ao sangue vermelho de Tarantino ou simplesmente em um sentimento na escrita.

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