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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Coração Amargo

Batimentos do vazio


As passagens de histórias pelas veias cardíacas.
Foram apenas memórias de noites paradisíacas.
De devaneios singelos de um futuro fenecimento. 
À beira da morte, um vento do norte.
À beira da praia, uma onda sem sorte.
Nos recantos dos batimentos do esquecimento.

E lá se vai a última badalada.
Dos sinos de uma igreja ou sequelas de uma facada.
Na qual tracejou no corpo calejado de sentimentos.
O cansaço sublime da busca pelo simples.
Em que o pesado se tornou apenas mais uma elipse.
De um sangue que passou pelos vasos sanguíneos dos argumentos.

E o coração amargo.
Aquele velho coração amargo.
Parou de bater.
Por simples gesto de contra-argumento.
Em relação à vida.
Pois se há motivos para pulsar.
Que pulse sentidos.
Sentimentos.
Ou alguma bela análise.

Mas não...
Não pulsou sentimentos.
Pulsara uma ordem programada.
Entre loucos sádicos de fortes psicologias.
Onde o falso ocupou o vazio.
Sendo sua razão de existir para sentir.
Não passara de ilusão.
Uma louca paixão...
Nas normas da sístole...


E da diástole.


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