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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Catarata de Platão

Aos platônicos de primeira, segunda, terceira...viagem!


"Amor platônico é como um vulcão inativo" André Prévost


Soluções tangíveis da clausura nostálgica.
Aos prantos rogados por força de se expressar, chora.
No clarinear das imobilidades constantes dos sentimentos em versos.
Conhecida como poesia platônica.

O sentimento por alguém é demonstrado com uma crueza imaginária.
Perdendo a noção do que se é real ou do que se é verdadeiro.
Prestes a se destruir em agonia por aquilo que não possui.
E a paixão ilusória que nos cega.

Nas redondezas das cascatas das memórias.
Como catarata da vista e das horas.
Onde a imagem cobriu a visão.
Cegou-o de amor.
E o assassinou de paixão.

Na madrugada fúnebre de solitários sofredores.
Onde a solidão aglutinou-se à alma formando uma única túnica.
Abrangendo a clarividência das ideias.
E no afomentar das angústias.

Serenidade no apaziguar do fogo ardente.
Onde a pessoa idealizada não mostrou-se latente.
Nas cataratas semi-cegantes da candura oceânica.
Dos pensamentos inquietantes da divina tão desejada.
Para suprir nossos erros em outras muitas encruzilhadas.
Na tão conhecida.
Poesia platônica.


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