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sábado, 26 de janeiro de 2013

Carta bacanal



Cartas escritas com sangue em papéis manchados.
Textos fora do contexto em palavras originais.
Tons grifados em rimas de antigos transtornos multifactuais.
A letra regida em uma análise podre do verdadeiro verso branco.

Letras recém-saídas das zonas entristecidas com o vertiginoso.
O mausoléu isento de palavras descartáveis com extravio.
O selo colocado na carta lida pela lira das antigas ilíadas.
Demonstram a todos as paixões que determinam o sexo bêbado.

Sexo.
Bêbado.
Orgia paga.
Desregrada.
Que se embebedou pelos gemidos terrestres.
E o gozar feito loucos animais.

A nuca ferozmente aniquilada pelo desejo de ser cobiçada.
E a carta ali, sendo escrita entre uma vela e mesa.
Entre a caneta e a presa.
No sufocar dos corpos em meio aos ritos carnais.

Palavras sendo contracenadas na esquematização do tema.
Um tema que não pode ser superado pela sua falta de persistência.
Pois não precisa ter presença.
Para não se ter a fatídica perda de suas palavras fúnebres de tristezas sobressalentes. 

Mas o que afinal dizia a carta?
Ela falava de humanidades.
Orgias, Baco... bacanal.
Onde o homem sincero finge não saber sobre tais atos consensuais. 

A carta desregrada de falso moralismo.
Homens que não suportam tais atos.
Mas são animais feito rubros da noite.
Onde a máscara da falsidade tornou o homem mais bondoso do que ele propriamente é.

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