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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Caminhada Longínqua




Selecionada com os afazeres da alma contundente.
Seus vocábulos capazes de transformar a dor em um sorriso latente.
Nas condições de existência de uma sede insaciável.
D´onde surgiu o coração sentido e por falta de batimento.
Por falta de abraços, beijos e sentimentos.
Sentimentos que confundiram o poeta na obra correspondente do não destino.

O sangue correspondeu diante as pedras fincadas aos pés descalços.
Rumo à peregrinação sobre outros percalços.
Santificado é a glória de quem passa sem chorar.
Santificado aquele que rezou perante o santo feito de madeira.
E o altar feito de pecados no precipício do Monte das Oliveiras.
É o significado amplo complexo de se manifestar em lágrimas certo findar.


Oh, glória! Oh, divina glória!
Que invadiu meu peito de forma irrelevante.
Glória de solidão, vazio e dúvidas.
Glória de demarcações, incertezas e mais dúvidas.
A respeito da vida e suas derivadas.
Cuja substância não pareceu limpa.
Cujo refino não fora concluído com progresso.

Caminhada longínqua.
Longínqua a sua estada.
E me perco perante seus atalhos.
Caminhada de semblante entristecido.
Onde o vermelho me era amargo.
Onde o amarelo pareceu-se pesado.
E a nostalgia disfarçou-se em sereno.

Caminho sozinho entre essas paragens.
Caminho sozinho.
Um ou outro aparece para dizer adeus.
E a saudade marcou lembrança.

Sentimentos itinerantes.
Minha própria consciência me pesa como enxaqueca.
Dúvidas se sobrepõem a outras para falarem que estão em minha cabeça.
Na canção falsa de hinos forjados de vitória.

E continuo a caminhar.
Com os pés sangrando.
Com a lágrima gritando.
E a caminhada é longínqua...

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