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domingo, 13 de janeiro de 2013

Anna Karenina do olhar


Gostaria de ter o amor dos esquecidos.
De Pablo Neruda aos versos dos cancioneiros.
Que fizeram da minha alma o céu e o nada.
De onde saíram antigas canções.
Tristes e perdidas nas alegres paixões.
Nas subidas infinitas da escada.

Gostaria de ter amor.
De senti-lo a todo clamor.
A chama de versos escondidos.

Gostaria de ver as estrelas como são.
Viver em harmonia entre um ateu e um pagão.
No coração que pulsa aos sentidos.

Sentimento nobre inadequado ao homem.
Quem lhe dera ver o amor.
Viver além de Kundera.
E um pouco abaixo de Cazuza.

Sair pela manhã em busca da mulher pretendida.
É erro. É caos. É falta de clamor a própria vida.
Salientando o prazer apenas carnal.
Ensejando o serenar da consciência.
Com a dormência que nasceu com a essência.
Perto do presenciar do ato banal.

A rua escura é alvo de certezas.
Ensaios, crônicas e outras proezas.
Que faz da lentidão da vida passar.
Passear entre o fogo dos masoquistas.
O podre, o nada e a falta de perspectivas.
É Anna Karenina do olhar...

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