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sábado, 26 de janeiro de 2013

A poesia



Poesia não se escreve.
Ela limita a ser compreendida.
Pelo modo de sua arte.
E não pelo método da escrita.

O simples vento, seu tempo.
Transformada em simples melodia.
Se disfarçando de modo natural.
Em suas tardes de melancolia.

O poeta não escreve.
Ele se limita a ser escrito.
Apenas é um instrumento da natureza.
Na qual a própria poesia dita.

A nuvem colocada como ideia.
Mentes colocadas com demência.
A luz colocada com escuridão.
O homem e suas determinadas frequencias.

O véu colocado como um branco.
Um corpo com suas faces frágeis e lisas.
Frágil como uma borboleta e forte como uma bailarina.
Tão frágil, que dá medo de tocá-la. Tão forte, que dá medo de perdê-la.

A poesia se limita a ser chamada de arte.
Ela não permite ser compreendida.
Ela é algo que alimenta a alma.
Que apaga o fogo do ódio.
Limpa o terreno da escuridão.
Que acalenta o coração mais frio.
E que cala o silêncio do mais mudo.

3 comentários:

  1. Belíssima forma de voar...Amo a inteligência com a sensibilidade tua ...Poeta cheio de luz...Alexandre Anzou ...Parabéns!!!Beijos!!!

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  2. Todo o seu texto Alexandre! Tem uma sabedoria ímpar...que veio da sua alma de uma forma madura e consciente. Adorei E estou feliz, por poder ler seus sonhos em forma de poemas. mas um trecho destacou em meus olhos e coração, quando disse:"Frágil como uma borboleta e forte como uma bailarina.
    Tão frágil, que dá medo de tocá-la. Tão forte, que dá medo de perdê-la". Que maravilha isso...que intensidade essas suas palavras me tocaram. Feliz demais pela oportunidade de estar aqui seguindo e lendo "você".
    Abraços.

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