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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ENSAIO SOBRE A DOR, O AMOR...E A CÓLERA!


Busquei o amor no sentido errado do âmbito gramatical.
Onde a chuva não mostrou-se bela ao cair sobre minha alma letal.
Busquei no olhar perdido alguma ajuda.
No lançar da minha sorte na procura serena.
Foda-se o tudo e que a morte seja terrena.
Na mente perdida na procura da fonte fecunda.

E não há de secar meu desespero vão porque não possuo lacunas mórbidas que se preenchem de vazio. Pude sentir o luto da espera, a angústia da busca e os tremores da solidão. Ser presa, sentir fatiga. Tudo sempre é.

Não fui o verdadeiro o bastante com o espelho da alma.
Onde mostrava a alma que forçava ser calma.
Nas margens do Tejo e do solo sagrado de Sião.
Viajava por lá para esquecer essa loucura sentimental.
Para tentar esquecer a falsidade do teu belo corpo, por sinal.
Coloco-me diante os seus pés declamando versos ao vão.



Vestindo paradoxos cravados de amor sem luz, entrego minhas guerras pacíficas sem fim. Desconhecendo meu início, fatos são renúncias que me trouxeram até aqui. Límpido coração que é seu, preso está em meu peito que arde. Atado, corro livremente pelas avenidas de minha alma tranquila.

E que venha a cólera.
E que venha ela com todo ardor da última quimera.
Mostre as paixões humanas...
Minhas paixões...
Minha cólera de viver angustiado por esse amor que não consigo expressar.
Por esse falar devagar pelo não saber de amar.
Pelo não saber falar.
Mas expresso mesmo assim.
Através da dor.
Do amor.
Da cólera.

E que venha sempre o esbelto.
O desespero do furor do velcro.
É síntese de palavras corrosivas.

Nas sombras da garganta que arde.
Sangue nas veias, dores nas articulações... Invade.
É enterro de sobressaídas sensitivas.



É exatamente essa cólera. Invade peito, cabeça, olhos e outros tipos de demonstrações das quais o corpo não se fez sentir. É exatamente a cólera do amor e da dor. Como se as certezas dessa vida fossem algo que valessem estudos mais aprofundados no ramo das patologias humanas. É dor que me fez sentir. É síntese, prosa e poesia que me fez renegar as próprias demonstrações das paixões humanas.

É síntese da prosa.

 É crueza da poesia.

 É sangue que corre nas minhas veias poéticas, antologias sintéticas, do existir sobressaído da escuridão do próprio caos. Do meu próprio caos. Da minha própria emoção de um – talvez – falso existir ou – simplesmente – essa cólera das manhãs frias e noites quentes.

E que essa dor torne-se sã.
Para uma magia qualquer de arte pagã.
É meditação pura do excedente de demagogias.
Diarreia dialética... desvio.
Arte de cunho sintético... meu rio.
É puro charlatanismo da própria vida de paradoxos e antologias.

Sinto o vazio nessa imensidão...



Mas como um vazio preencheu um espaço? Como sentimos um vazio que chegamos a senti-la em forma de solidão experimental? Não se pode fazê-la imperceptível. Carência dessa vida. Estando perto de pessoas, ao longe, nos sentimos no mais distante mar. Ao invés de uma praia cheia com o mar soberano, mergulhamos em outros mares quase carregados pela secura, secura de Aral.
Estamos cheios de sentimentos, mas demonstramos a falta de presença dos outros. Construímos as mais diversas caricaturas ou personalidades desse viver fatigado. É mistura de doença. É mistura de depressão. É nada mais, nada menos, do que retratos da solidão.


Mas se isso for realmente existir, que essa cólera suma da minha vista feito navio no horizonte. Suma... Suma feita aquela chuva de verão escaldante, das noites frias de inverno que gelam os mais sombrios pensamentos joviais.
Torne-te marés. Aquelas que vêm e vão como pensamentos em nuvens. Torne-te tempestades, e que destrua tudo no caminho, mas que não voltes mais.
Torne-te dor. Em forma de gastrite, enxaqueca, dores na coluna e rancor. Podes torturar essa alma, mas que suma de vez para nunca mais querer olhar para a tua confusão existencial.
Torne-te amor. Por favor, me faça ter amor. Faça com que a síntese, a antítese e a tese sejam uma estrada,
não malograda...como outros pela dor. Torne-me capaz de me bastar, pois pessoas não se bastam, e essa é a condição errante.

E que venha a cólera.
E que venha ela com todo ardor da última quimera.
Mostre as paixões humanas...
Minhas paixões...

Minha cólera de viver angustiado por esse amor que não consigo expressar.
Por esse falar devagar pelo não saber de amar.
Pelo não saber falar.
Mas expresso mesmo assim.
Através da dor.
Do amor.
Da cólera.
Caricaturas, pseudônimos e outras formas de demonstrar...

Minha eterna loucura...



Escrito por: Alexandre Kenji  e  Giovanna Parreiras


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Massacre...Gritos da Candelária!

"Ele vai matar geral às 6hrs"

Igreja de Nossa Senhora.
Nossa Senhora da Candelária.
Sua fachada está apaixonada pela Baía de Guanabara.
E suas vestes em escalas coloniais.

Púlpitos de estruturas neoclássicas.
Onde canções cristãs reinam em todo teto da igreja.
Nossa Senhora.
Nossa Senhora da Candelária.
Com todo louvor, minha Senhora!

Mas...
No escândalo da violência pré-orquestrada.
Onde o cano da arma estava prestes a explodir em emoção.
Frente a Igreja de Nossa Senhora.
Ou a queima-roupa de um morador e seu colchão.

Policiais abertos ao fogo do inferno contente.
Apontaram suas armas para mais de 70 deliquentes.
E mataram...
Mataram com muito gosto.
Com o sorriso amarelo de uma cor gritante.
De uma voz alarmante.
Provinda do demônio humano.
E não de seu criador onipotente.

8 morreram perante o ato "sagrado".
Nossa Senhora!
Nossa Senhora da Candelária!
Sangue manchado na porta da igreja.
Onde os tiros ecoaram por todos os lados.
Rompendo para alguns...
A sintonia com a fé.


11, 13...18 anos.
Tudo deveria ter sido feito, talvez, por debaixo dos panos.
Mas os corpos estendidos por lá...apareceram entre a calçada e o chão.
Com o sangue em roupas, 23 de Julho...sem perdão.
E a amargura em seu rastro.

Nossa Senhora!
Nossa Senhora da Candelária!
Massacre, minha Senhora!
Massacre.

D´onde proveio o assassino Barbosa.
Barbosa do Nascimento.
Aguardando o momento certo.
Para aliviar a sua dor.
Matar sua angústia.
Puro torpor. Puro torpor...
Com maior entupimento de suas veias.
De suas veias...entupimento...com a porra de certas drogas!

Massacre, minha Senhora!
Massacre!
Sangue...Nascimento...Barbosa.
Entre os religiosos da igreja e seus quadros.
Manchados pelo sangue feito pelos policiais fétidos...putrefatos!
Nascendo assim, minha Senhora.
Nascendo assim...
O tal do assassino...
Do ônibus 1  7  4

Coração Amargo

Batimentos do vazio


As passagens de histórias pelas veias cardíacas.
Foram apenas memórias de noites paradisíacas.
De devaneios singelos de um futuro fenecimento. 
À beira da morte, um vento do norte.
À beira da praia, uma onda sem sorte.
Nos recantos dos batimentos do esquecimento.

E lá se vai a última badalada.
Dos sinos de uma igreja ou sequelas de uma facada.
Na qual tracejou no corpo calejado de sentimentos.
O cansaço sublime da busca pelo simples.
Em que o pesado se tornou apenas mais uma elipse.
De um sangue que passou pelos vasos sanguíneos dos argumentos.

E o coração amargo.
Aquele velho coração amargo.
Parou de bater.
Por simples gesto de contra-argumento.
Em relação à vida.
Pois se há motivos para pulsar.
Que pulse sentidos.
Sentimentos.
Ou alguma bela análise.

Mas não...
Não pulsou sentimentos.
Pulsara uma ordem programada.
Entre loucos sádicos de fortes psicologias.
Onde o falso ocupou o vazio.
Sendo sua razão de existir para sentir.
Não passara de ilusão.
Uma louca paixão...
Nas normas da sístole...


E da diástole.


sábado, 26 de janeiro de 2013

Carta bacanal



Cartas escritas com sangue em papéis manchados.
Textos fora do contexto em palavras originais.
Tons grifados em rimas de antigos transtornos multifactuais.
A letra regida em uma análise podre do verdadeiro verso branco.

Letras recém-saídas das zonas entristecidas com o vertiginoso.
O mausoléu isento de palavras descartáveis com extravio.
O selo colocado na carta lida pela lira das antigas ilíadas.
Demonstram a todos as paixões que determinam o sexo bêbado.

Sexo.
Bêbado.
Orgia paga.
Desregrada.
Que se embebedou pelos gemidos terrestres.
E o gozar feito loucos animais.

A nuca ferozmente aniquilada pelo desejo de ser cobiçada.
E a carta ali, sendo escrita entre uma vela e mesa.
Entre a caneta e a presa.
No sufocar dos corpos em meio aos ritos carnais.

Palavras sendo contracenadas na esquematização do tema.
Um tema que não pode ser superado pela sua falta de persistência.
Pois não precisa ter presença.
Para não se ter a fatídica perda de suas palavras fúnebres de tristezas sobressalentes. 

Mas o que afinal dizia a carta?
Ela falava de humanidades.
Orgias, Baco... bacanal.
Onde o homem sincero finge não saber sobre tais atos consensuais. 

A carta desregrada de falso moralismo.
Homens que não suportam tais atos.
Mas são animais feito rubros da noite.
Onde a máscara da falsidade tornou o homem mais bondoso do que ele propriamente é.

A poesia



Poesia não se escreve.
Ela limita a ser compreendida.
Pelo modo de sua arte.
E não pelo método da escrita.

O simples vento, seu tempo.
Transformada em simples melodia.
Se disfarçando de modo natural.
Em suas tardes de melancolia.

O poeta não escreve.
Ele se limita a ser escrito.
Apenas é um instrumento da natureza.
Na qual a própria poesia dita.

A nuvem colocada como ideia.
Mentes colocadas com demência.
A luz colocada com escuridão.
O homem e suas determinadas frequencias.

O véu colocado como um branco.
Um corpo com suas faces frágeis e lisas.
Frágil como uma borboleta e forte como uma bailarina.
Tão frágil, que dá medo de tocá-la. Tão forte, que dá medo de perdê-la.

A poesia se limita a ser chamada de arte.
Ela não permite ser compreendida.
Ela é algo que alimenta a alma.
Que apaga o fogo do ódio.
Limpa o terreno da escuridão.
Que acalenta o coração mais frio.
E que cala o silêncio do mais mudo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Na sala...




A sala escura demonstra esquecimento.
Como um fim trágico de um nada aparente.
Ligada a uma frente fria vinda do passado.
E a mente esfria. Deserto quente.
A sala escura. Espaço nulo.

E o sol! Aquele sol que queima.
Queima os restos insalubres do ser.
E continua a queimar. Quente e a frente.
Luz solar. Luz do ser.
No vazio. Aparentemente vazio.

A flor colorida. Cores de um alvorecer novo.
Com mais pétalas a brilhar.
Com mais cheiro a exalar.
E o brilho daquele olhar.

A criança pequena de uma geração perdida.
A planta escura que empobreceu com o tempo.
Rugas afogadas em mágoas provocam ressentimento...
E o tempo não dá tempo.
O tempo corre em direção ao vento.
E o vento narra à história do esquecimento.
Narra à história de novos tempos.

Minha história. Meu desalento.
Simples afeto. Alegorias divinas.
Minhas palavras. Palavras minhas.
Em um espaço escuro. Escuro no canto ao lado daquele abajur.
Minhas palavras de esquecimento.
Como um simples vento ao tempo.
Corre mundo. Corre vento.
No mais simples e trágico desalento.
No entardecer da alma da primavera.

Corre! Corre ser!
Corre mundo e o viver.
Não sejas um mal.
Não um simples mal.
Mas pelo menos corra!
Corra simplesmente para viver.
Viver o que não se viveu e sentir o que nunca se sentiu.
Aquele canto da sala não se viveu.
E por isso, o tempo corre.
O vento sopra.
E o esquecimento simplesmente chega a mim!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Sede de você



Como o vento se desdobrou para me explicar o seu ar.
Sendo sua ausência certa súplica de se sentir em paz.
No momento em que o verso se calou perante a tempestade.
E o frio se instalou nos vilarejos esquecidos.

Semblante luz, clareia inocência.
Doce véu, árduo, remanescente, incendeia.
Frio unânime, súplicas ao desespero.
Canção de exílio da alma em pleno vazio, rasteja.

Entre paixões correspondidas com ares de necessidade.
Onde o sentimento fora demonstrado como frio ou castidade.
Para não se sentir sozinho no mundo feito de criações.
Mentais ou de puras aparições.
Daquele sol do qual você mostrou em plena madrugada.

Aquela nuvem do fim da estrada.
O gotejar da capacidade da chuva em se mostrar no domínio.
Foram situações fora de cogitações.
Sem nenhuma interpretação.
Quando a sede de água passou a ser você.

Semblante luz, clareia inocência.
Doce véu, árduo, remanescente, incendeia.
Frio unânime, súplicas ao desespero.
De uma sede insaciável que me fez beber do sangue.
O próprio gosto do desespero.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Pseudo - Sociedade




Careces de atenção pelo ego que afaga.
No súbito subterfúgio para o calor que traga.
Na calúnia mente falecida por motivos óbvios.
Na textura dos seus dedos que és a textura do meu medo.
No coração interrompido pela intervenção de algum segredo.
Levara o antigo corpo para o covil das almas e dos óbitos.


És a semente calejada na terra.
Sentida e estremecida nas bases da estratosfera.
Onde o calor do fogo alforriou o frio da noite.
Leve como textura feita da multidão de fatigados.
Geradores de opiniões, de textos e artigos fracassados.
Da sua boca que não mereceu ser beijada pelo amplo desejo, e sim, pela foice.


A nuvem repreendida por questões filosóficas.
Do céu, do vazio e de falsas mentes filantrópicas.
Na sociedade que se perdeu sobre sua própria ilusão.
A vida surpreendida pela dor de alguma paixão.
E que Augusto, Césares e anjos.
Serviram como exemplares para os mais célebres arcanjos.


O vento que fez do tempo um momento esclarecedor.
No gramado limpo estabeleceu-se o cobrir das pedras de dor.
Marcadas pela sua sutil violência da falsidade.
Em estabelecer certos desejos.
E inibir iniquidades.


Os montes derradeiros do verdadeiro suplício.
É silício da alma que tortura o lícito.
Que transforma o plácido em ácido.
O bruto e o acaso.
Em obras do divino?!


Faz da tua essência medo do prazer.
Para que Baphomet não a busque no terreno.
Para levá-la ao supremo sereno.
Dos agudos ápices das dores do anoitecer?!


Lembro-me agora dos Templários.
Queimados pela Igreja e pelo louco Felipe.
Que fizeram do maldito riste.
O cuspi nas próprias hastes do inferno.


Lembro-me de Nietzsche.
Ao relembrar o niilismo.
Que tornou seu cataclismo.
O impacto da vida futura.
A negação do passado.
E no atual pseudo-urbano.


E que a tua carne não seja errante.
Apenas retrato do seu prazer mundano.
Pois de carne somos feitos.
Desse mundo profano?!


Façamos o favor de renegar o ceticismo.
Largar todos os outros tipos de “ismos”.
Para fortalecer de louvores e gritos sopranos.
E que de sangue somos compostos.
Carbono, dinheiro, amônia e outros entrepostos da composição.
Que seja estabelecida o esquentar dos corpos.
Do nosso prazer existencial.
Da existência proposta.


Vivemos nesse mundo ensanguentado.
Onde a sede e a fome são nossos inimigos declarados.
O guerrear pelo petróleo que percorre a veia econômica.
Implora para que o dinheiro corra solto.
Em uma câmara de gás capitalista.


O corromper de políticos pelo poder terreno.
É droga na calçada, na Baixada e no Supremo.
Dessa farsa, dessa imagem... Dessa mídia.


 E que a falsidade faça se recolher nas entranhas ideológicas.
Na magistratura das  leis fantasmagóricas.
Que não se fazem permitir o total comprimento das normas.
De orgias pagas e nada de reformas.
E morrerás como aquele antigo ditador da Líbia.


Essa casca de tecnologia que nos envolve.
É a camada que nos permeia com a nuca no revólver.
De um suicídio moral para a colocação de máscaras.


Gritos de independência às margens plácidas putrefatas.
É grito, é dor, de mentes e de castas.
Para a construção dessa história que nos ensinam nas escolas.
Para a má formação de indivíduos.
Na pseudo construção de novas normas.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Nono Círculo do Inferno


VÁ EM PAZ.....


"Deixai toda esperança, ò vós que entrais!"


E agora?
Vai rir descaradamente?
Então ria.
Ria da falsa vida.
Ria da falsa infância.
Pois a sua devia ser de alguma forma “querida”.
Querida infernal de sua mente doentia.
Intelectualizada. Porém, vazia.
Morrer de uma vez?
Por que não sujas de lama sua boca de palavras infames?
Quanta violência praticou.
Talvez nem matasse ou furtasse.
Mas fez a pessoa sangrar por dentro.
Uma hemorragia sentimental.
Que adentrou a carne viva da memória.
Que nos fez sentir inúteis pela sua vitória.
Agora começo a rir no seu enterro.
Quando a doença lhe pegou pelos braços.
Vomitando em seus órgãos.
E acariciando-lhe o peito.
Lhe disse:
Bem vindo ao nono circulo do inferno.

Bem vindo passageiro.
Seja bem vindo mal feitor.
Na alma gritante de sua carne podre.
De seu olhar irritante.
Escatológico.
Errante.
Soa como ruminantes.
Soa como os 7 demônios no corpo do insano.
Na insensatez de cometer crimes.
Crimes contra a espécie psicológica.
Cujos padrões não foram concretizados no mundo “perfeito”.
Talvez por falta de provas.
Ou pela falta de adeus.


Mas não choro em sua partida.
A gargalhada faz parte desse show de diversão.
Pois enquanto vivo em palavras.
Você morre em minha escrita.
No nono círculo do inferno tu adentras.
Para que o fogo queime tua carne fresca.
Carne trêmula.
Temor de todos.
E temor de inocentes.
Faz dos seus gritos vitória para a humanidade.
E agonia no seu destino.
Espero que estejas bem onde estás.
Quase rezei um Pai Nosso e uma Ave Maria em seu nome.
Mas você fez questão de fazer a oração antes.
E a graça terminou por aqui.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Proscênio




Antes do palco principal.
Vem o proscênio.
O que indica a próxima atração.
E o que se esconde atrás dos ventos.

A solidão de seu palco interior.
Fantasiada em poesias de amor.
Rancor rumo ao próximo ator.
Em uma cena de arte se transformando em atos.

O proscênio da vida.
Onde o ser humano não se vê inserido.
Pois o palco é grande.
E a escuridão é a escolhida.

Proscênio das nossas dores.
Da morte e de amores.
De flores e cinzas perdidas.
De um encantamento que está fora de cena.

A tragédia dos nossos sentimentos.
Medida rente a régua do tempo.
Em um compasso único e esquecido.
E que jaz e permeia na memória. 

Nossas vidas proscênicas.
Entre o fim e o tudo.
Entre a dor que morre em pleno luto.
Ao saber da música ao lado do túmulo.

O sol permeia na pele do ator encarnado.
Sem saber que já está atuando.
Entre o fim da noite e a escuridão do dia.
Onde o proscênio se encontra em mim.

Antes de tudo.
Antes das dores.
Antes do luto.
Antes dos podres.
Perto do longe.
Longe do fim.
O proscênio se encontra.
O proscênio se encontra em mim.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Caminhada Longínqua




Selecionada com os afazeres da alma contundente.
Seus vocábulos capazes de transformar a dor em um sorriso latente.
Nas condições de existência de uma sede insaciável.
D´onde surgiu o coração sentido e por falta de batimento.
Por falta de abraços, beijos e sentimentos.
Sentimentos que confundiram o poeta na obra correspondente do não destino.

O sangue correspondeu diante as pedras fincadas aos pés descalços.
Rumo à peregrinação sobre outros percalços.
Santificado é a glória de quem passa sem chorar.
Santificado aquele que rezou perante o santo feito de madeira.
E o altar feito de pecados no precipício do Monte das Oliveiras.
É o significado amplo complexo de se manifestar em lágrimas certo findar.


Oh, glória! Oh, divina glória!
Que invadiu meu peito de forma irrelevante.
Glória de solidão, vazio e dúvidas.
Glória de demarcações, incertezas e mais dúvidas.
A respeito da vida e suas derivadas.
Cuja substância não pareceu limpa.
Cujo refino não fora concluído com progresso.

Caminhada longínqua.
Longínqua a sua estada.
E me perco perante seus atalhos.
Caminhada de semblante entristecido.
Onde o vermelho me era amargo.
Onde o amarelo pareceu-se pesado.
E a nostalgia disfarçou-se em sereno.

Caminho sozinho entre essas paragens.
Caminho sozinho.
Um ou outro aparece para dizer adeus.
E a saudade marcou lembrança.

Sentimentos itinerantes.
Minha própria consciência me pesa como enxaqueca.
Dúvidas se sobrepõem a outras para falarem que estão em minha cabeça.
Na canção falsa de hinos forjados de vitória.

E continuo a caminhar.
Com os pés sangrando.
Com a lágrima gritando.
E a caminhada é longínqua...

Falível

Eixos fantasmagóricos...


Delimitei pensamentos sofisticados e rústicos.
Para trazer ao presente o destino purgatório.
D´onde antigas mágoas compuseram os eixos fantasmagóricos.
Das apresentações do passado.

Tende em mente o falso descobrir de cicatrizes.
Pois a dor se finge doer.
E certas capacidades ilusórias de aprimoramento moral se fazem sentir em casas de teatros.

Rumo a escapatória alucinante entre fanáticos orquestradores.
De planos mau sucedidos pelo escárnio.
Fazendo a alegria apenas mais uma dor fantasiada.
No colorido céu feito de manchas de se fazer chorar.

Parece que o fim não deu certo perante o atual.
Não cabendo em formas básicas o pensar angustiante.
Pela risada que subiu a bordo.
Para descobrir a verdadeira piada.

O som do falível humano é gritante.
São berros capazes de fazer do músico, um surdo.
No intervalo de interpretações alegóricas.
E tudo isso nas bases da falsidade.
Desembarcando em solo imundo.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Vodka - Volume 3 Final




Era como se fosse a última noite. Os dois se olharam com uma ternura indescritível. Estavam quase um ano juntos, depois de um encontro no Bar Esplendor. Clara era a menina dos sonhos de Gabriel. Gabriel, era o preenchimento do vazio de Clara, onde o amor ocupara espaço.

INT. QUARTO. CASA DE CLARA (2 Anos antes)

Clara: Gabriel, me diga que este sonho não vai acabar.
Gabriel: Como assim, acabar?
Clara: Tudo na vida termina, e algum dia nós...
Gabriel: Vai durar! Pare de falar besteiras. São 3 da manhã, vamos dormir agora, temos que...
Clara: Antes, deixa eu ler uma poesia que eu fiz pra você.
Gabriel: Poesia? Você voltou a escrever? Desde quando?
Clara: Desde...hoje à tarde. Bom, o nome dela é Vodka - Prelúdio.
Gabriel: Vodka? Ahahahahaha...você está de sacanagem comigo, não está? Pode falar...
Clara: Não, não estou. Poucas pessoas escrevem sobre bebidas e suas relações com o modo de interpretar subjetivo de cada um, em relação a vida. Não só a bebida, mas a música, a religião, os filmes...Se você faz delas algum refúgio, há uma parte de você viva nelas.
Gabriel: Bom, então que refúgio é esse que você está falando? Qual é o seu refúgio então?


Clara titubeou. O ato de titubear só ocorria em casos de desordem emocional dela.


Clara: É....é....é que...Seguinte, esqueça o que eu disse. Hoje é sábado, vamos beber um pouco. Comprei uma garrafa da nossa "água".
Gabriel: Agora? 3 da manhã? Tá louca?
Clara: Tá com medo de...Puta merda, que dor no peito...Enfim...tá com medo de perder igual daquela vez pra Carla?
Gabriel: Não! Vamos abrir a garrafa então...

5 minutos depois, Clara estava morta nos braços de Gabriel;
1 Ano depois, Gabriel fora internado em uma clínica de reabilitação.
Neste momento...


INT. ESCRITÓRIO. CASA DE CARLOS EDUARDO.

Gabriel: Eu sabia! Sabia que você sempre guardava uma Absolut nessa porra de frigobar.
C.E: Vai abaixar a arma agora?
Gabriel: Depois do primeiro gole..................................Tudo bem, vou guar...

Carlos não pensou duas vezes. Depois de seu amigo ter o ameaçado com uma Winchester, e ter ameaçado a sua família, passou-se uma ideia simples: Bater o mais rápido na cara de Gabriel. E assim fez. Gabriel, ao retirar a mira do seu alvo, levou um soco que lhe fez cair no chão. Carlos começou a bater repetidas vezes no rosto de Gabriel com a garrafa de vodka.

C.E: Você vai ameaçar minha família novamente por álcool, porra? - Soco no nariz
C.E: Se você está com sede, experimente seu sangue e veja se tem gosto de Vodka! - Soco na boca
C.E: Tá achando divertido? Tá curtindo o gosto de sangue se espalhando por seu...

Gabriel: Eu queria ter a Clara de volta pra mim!!!

Puta merda. Eu não estou batendo em algum maníaco. Eu estou batendo em um amigo doente.

Exatamente meu jovem!

O quê? Quem disse isso...

Sou o narrador. Às vezes me empolgo na história e acabo falando com vocês...Mas enfim...O rosto de Gabriel estava cheio de sangue. Nariz quebrado, cortes na boca e lágrimas em seus olhos, misturando a dor física, com a dor da perda.

Gabriel: Porra! Você quebrou meu nariz com uma garrafa!
C.E: Você me apontou uma arma por causa da porra dessa vodka! Eu surtei! Vem, segure em mim, vamos ao hospital.

35 MINUTOS E 16 SEGUNDOS DEPOIS...

Enfermeiro: Pronto. Acabei de dar o sétimo ponto. Seu nariz vai ficar bom daqui algumas semanas. Você se mete em muitas brigas? Eu só não consegui fazer nada pela sua orelha esquerda.
Gabriel: Não, eu apanhei mesmo, nem foi uma briga! Mas eu não tenho nada na orelha esquerda.
Enfermeiro: Então, uma plástica resolve, filho! Bom, está liberado...

C.E: Espere...preciso falar com você! O que há com você, velho?
Gabriel: Não sei..eu não sei direito...
C.E: Por quê essa história de vodka? Por quê só em ouvir a palavra, você enlouquece? Fazia tempo que você não ficava assim...
Gabriel: Clara me disse uma vez que as pessoas, quando possuem alguns problemas, elas se refugiam em algo. E, quando nos refugiamos, uma parte de nós vive nesse lugar, segundo ela. Acho que a fuga dela era a bebida. E desde sempre, depois de sua morte, eu achava que uma parte dela estava em cada gole de vodka.
C.E: Você me disse a caminho do hospital algo sobre o vazio que ela sentia. Que vazio?
Gabriel: Era algo que eu não entendia. Ela tinha esse negócio de vazio. Ela não falava muito dos seus problemas por ser muito orgulhosa. E eu achava que o que a supria era a vodka.


Silêncio absoluto...


C.E: Então você interpretou errado a única mulher que te amou!
Gabriel: Como assim? 
C.E: Ela tinha esse vazio. Não sei qual tipo, não a conheci, mas posso deduzir, não sou nenhum psicólogo, mas tenho experiência de vida. O preenchimento dela não era a porra de escritos sobre vodka. Não era religião, filmes, e, incrivelmente, muito menos a bebida.
Gabriel: Mas, ela escreveu aquilo e...
C.E: Foda-se o que ela escreveu. Ela não era poeta?
Gabriel: Sim...
C.E: Ela usava palavras para denunciar o seu sofrimento de vazio. O único refúgio, o único porto seguro que ela poderia ter..era...
Gabriel: Era o que cara?
C.E: Era você. O preenchimento do vazio dela, era você! Parte dela não está em goles de vodka. Ela está em você. Esteve com você o tempo inteiro e continuará, pois você era o refúgio.

Nunca Gabriel chorou tanto na vida. Nunca havia se sentido um merda total. Mas agora ele chora, e sente ser um merda. A dor do nariz quebrado era inválido se comparado com sua dor de compreensão errada de sua amada. De sua Clara. A única mulher que o amou.


C.E: Agora vamos! Vou te deixar em casa...


1 Hora depois...


C.E: Chegamos!
Gabriel: Eu não sei o que pensar sobre mim. Desculpe por tudo. Agradeço também, mesmo me fazendo beber do meu sangue.
C.E: Desculpe, eu...eu fiquei...
Gabriel: Eu te apontei uma arma. Você deveria ter feito isso. Eu faria o mesmo. Mas o lance da garrafa foi exagerado. 
C.E: Eu sei. Sinto muito. Mas a arma continuará comigo...
Gabriel: Vou tomar um banho. Descansar. Me preparar para a coletiva de amanhã sobre o filme...
C.E: Tudo bem. Levarei minha família na estreia.
Gabriel: Vou nessa...Boa noite.
C.E: Até...Se cuide cara. Eu vou precisar dormir muito pra entender o que aconteceu também. 
Gabriel: Ah, espere...uma última coisa! Tem algo de errado com minha orelha esquerda???


......................................................................................................................


Nota final: Como o homem é tão fraco perante suas dependências! Como o homem é escravo de seus sentimentos e das pessoas. A dependência de algo e do outro nos revelam pessoas presas aos organismos. Fugimos de nossos demônios indo em Igrejas. Fugimos da nossa realidade entre um ou outro filme...mas a escuridão ainda existe com o predomínio do vazio, no qual o mais sábio dos homens pode se bastar perante sua caminhada. Mas, se ele não souber dominar seus sentimentos, o vazio entrará no corpo, entre um ou dois copos de sangue, violência, maledicências, dependência, escravidão...


...e vodka!



FIM.




Momento de palavras viajantes




Palavras erradicadas aos sete ventos.
Enunciadas em cânticos de rodas feitas por antigas luzes.
Prestes a serem encaradas como canções de algum altar distante.
Perto do túnel que se fez dos tempos para a próxima partida.

Rente às lágrimas de saudade que umas palavras sentiram de outras,
Houve um sentimento de pensadores pessimistas.
Sem o tributo essencial da maré da memória.
Fria como a noite próspera para recordar antigas paixões.

Rente à escrita da alma viajante.
Palavras se despediam das outras.
E eu assistindo a tristeza alegre da partida.

Palavras que viajam entre estrelas.
Formam cometas e universos.
Entre as maravilhas de tê-las como amigas.

Sentimentos que nascem em palavras.
Em gestos e olhares.
Entre o nascimento do filho e a morte do avô.

O trem em que a palavra embarcou.
A maré em que as letras se afastaram.
Senti a saudade da união.
Da união de suas sintaxes.
Ah! Palavras viajantes.
Entre poetas e Camões...
E a semana de vinte e dois.

Ah! Palavras viajantes.
Entre a luz, música e conforto sem vazio.
Na vida dedicada ao escritor.

Rente à escrita da alma viajante.
De antigos pensamentos de ontem e do hoje.
Perto da estrada final da meia-noite.
E o frio inerente do meio dia.

Palavras viajantes.
Doces sons de poetas, músicos, sambistas e amantes.
Onde a saudade bateu nesse exato momento do eterno.

Para sempre existir no coração sentimental.
O som das palavras e o orgulho de senti-las como algo mundial.
Ao ver de longe minhas, suas e nossas palavras.
Com acenos de adeus sinceros.
Para sempre existirem na nossa língua eterna,
As estrelas de Portugal.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Catarata de Platão

Aos platônicos de primeira, segunda, terceira...viagem!


"Amor platônico é como um vulcão inativo" André Prévost


Soluções tangíveis da clausura nostálgica.
Aos prantos rogados por força de se expressar, chora.
No clarinear das imobilidades constantes dos sentimentos em versos.
Conhecida como poesia platônica.

O sentimento por alguém é demonstrado com uma crueza imaginária.
Perdendo a noção do que se é real ou do que se é verdadeiro.
Prestes a se destruir em agonia por aquilo que não possui.
E a paixão ilusória que nos cega.

Nas redondezas das cascatas das memórias.
Como catarata da vista e das horas.
Onde a imagem cobriu a visão.
Cegou-o de amor.
E o assassinou de paixão.

Na madrugada fúnebre de solitários sofredores.
Onde a solidão aglutinou-se à alma formando uma única túnica.
Abrangendo a clarividência das ideias.
E no afomentar das angústias.

Serenidade no apaziguar do fogo ardente.
Onde a pessoa idealizada não mostrou-se latente.
Nas cataratas semi-cegantes da candura oceânica.
Dos pensamentos inquietantes da divina tão desejada.
Para suprir nossos erros em outras muitas encruzilhadas.
Na tão conhecida.
Poesia platônica.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Vodka - Volume 2





A noite estava estranha desde o início. Uma calma inusitada tomou conta de toda vizinhança. Em pleno sábado de madrugada, nenhuma festa. Nenhuma bebedeira costumeira. Nenhum som de carro com mulheres gemendo. Até os cachorros estavam contribuindo para tal efeito. O vento frio, mas leve, fazia com que as árvores dançassem em ritmo. Estava apenas tudo em...

INT. COZINHA. CASA DE CARLOS EDUARDO

Gabriel: Paz! Essa é a palavra que me falta. Paz. Não sei o que significa ter paz. Paz na consciência. Paz no espírito...Não sei o que significa depois de Clara.
C.E..: Clara? Depois de dois anos, você nunca me contou a respeito.
Gabriel: Porque nunca contei a ninguém.
C.E.: E quem é Clara?
Gabriel:  Como o próprio nome, ela tinha a pele clara. 1,70m. Cabelos que nem o vento conseguiria explicar. Seu olhar...Deus! Era uma coisa única. Tinha a ternura de um anjo e a melancolia dos caídos. Ela era linda cara...
C.E.: Era?
Gabriel: Sim. Era.
C.E.: O que aconteceu com ela?

HISTÓRIA DE CLARA

Caros leitores!

  Bem vindos a história de Clara. Se espera por um conto de fadas, algum filme de romance para ser assistido em uma Sessão da Tarde, ou apenas mais uma história de amor.....ahahahahaha, sinto muito, blog errado. Essa história é um pouco triste. Clara, era a mulher dos sonhos do nosso Gabriel. Eles se conheceram...

Gabriel: ...no bar! Onde mais? Nos conhecemos no Bar Esplendor. Eu estava com alguns amigos no dia, e...Porra, você estava lá!
C.E.: Ah, é, eu estava. Mas saí mais cedo. Não nos falamos mais depois daquele dia. Você ficou 1 ano...bom...uhm...continue.
Gabriel: Bom, enfim...É aquela história. Ela me chamou atenção. E eu chamei atenção dela. Algo recípo...recíco...
C.E.: Recíproco.
Gabriel: Essa parada aí. Continuando. Ai a gente começou a conversar, e foi uma conversa de 3 horas.
C.E.: Caralho!
Gabriel: Pois é. Contei histórias, ela também, contei das minhas cagadas, ela também, e contei piadas, ela não.
C.E.: Ela riu pelo menos?
Gabriel: Não da piada, mas do meu esforço de faze-la rir.

Um ar nostálgico tomou conta de Gabriel. Uma súbita tristeza lhe invadiu a alma. Um vazio. Um vazio sentimental. Algo que não sentia há muito. Gostaria de contar com prazer a sua dor, mas não se fazia um adepto ao sadismo. Não era um Bill matando sua Noiva. Não era um Hannibal degustando suas vítimas. Não era Vic Vega ou Oh Dae-Su... e gritou:

Gabriel: Cadê a porra da minha vodka? Eu te disse para ir buscar. Eu pedi pra você me trazer a vodka. Eu quero ela. Eu quero ela de volta pra mim, senão eu juro, eu juro que mato alguém dessa sua casa. Juro por Deus. Aí você vai saber o que é perder! (sacando uma Winchester 22).
C.E.: Porra mermão! Que isso, cara! Abaixe essa arma. Você vai acabar fazendo alguma besteira.
Gabriel: Traga aquela vodka que está no frigobar do seu escritório, você sempre guarda uma Absolut por lá. Eu só queria ela de volta, mano! Ela morreu em meus braços.
C.E.: Abaixe essa arma...
Gabriel: Ficamos um ano juntos. Um ano. Ela me falava sobre poesia, sobre a vida e como era ridículo ficar pensando somente no amanhã. No niilismo.
C.E.: Gabriel, por favor cara! Abaixe a maldita arma!
Gabriel: Ela não tinha nenhum problema, pelo o que eu sabia na época. Ela morreu, como alguém morre desesperado carregando na mão direita, uma garrafa de vodka. Ela morreu feito anjo caído. Ela morreu...feito ataque cardíaco fulminante.



To be continued...


Anna Karenina do olhar


Gostaria de ter o amor dos esquecidos.
De Pablo Neruda aos versos dos cancioneiros.
Que fizeram da minha alma o céu e o nada.
De onde saíram antigas canções.
Tristes e perdidas nas alegres paixões.
Nas subidas infinitas da escada.

Gostaria de ter amor.
De senti-lo a todo clamor.
A chama de versos escondidos.

Gostaria de ver as estrelas como são.
Viver em harmonia entre um ateu e um pagão.
No coração que pulsa aos sentidos.

Sentimento nobre inadequado ao homem.
Quem lhe dera ver o amor.
Viver além de Kundera.
E um pouco abaixo de Cazuza.

Sair pela manhã em busca da mulher pretendida.
É erro. É caos. É falta de clamor a própria vida.
Salientando o prazer apenas carnal.
Ensejando o serenar da consciência.
Com a dormência que nasceu com a essência.
Perto do presenciar do ato banal.

A rua escura é alvo de certezas.
Ensaios, crônicas e outras proezas.
Que faz da lentidão da vida passar.
Passear entre o fogo dos masoquistas.
O podre, o nada e a falta de perspectivas.
É Anna Karenina do olhar...

sábado, 12 de janeiro de 2013

Fluxo de Escape



Sincronizações falhas do tentar organizacional.
Ao colocar meus pensamentos em rascunhos do emocional.
Para a ortografia não se estremecer nas bases sutis dos sentimentos.
Colocando o psicológico como uma criança mimada.
É escapatória entre Raskólnikov e certa risada.
Para me coroar um escravo perante os argumentos.

Rogarei mil preces para meu senhor me iluminar.
E se não bastar um Deus.
Que bastem 33 milhões.
Algum Vishinu, Krishna e outras canções.
E se for preciso certa ciência dos ateus.
Ou um remédio para me acalmar.

Fluxo.
Um fluxo imigratório.
Quando a solidão vem.
Me encho de certezas.
De pessoas que mudam constantemente.
Para o vazio retomar ao corpo.

Fluxo através do amor.
Que muitos fazem dele como senhor de sua escravidão de paixões.
Os fazendo chorar pelo platonismo.
Esquecendo o real.
E afogar em alguma situação.

Tentei a música.
Mas faltou-me a letra necessária.
Os acordes divinos.
E a melodia combinatória.

E que venham as noites de memórias.
Me julgam por vários atos.
Contorcendo de dor na alma.
O suor respingando frio na alma.
E o efeito tranquilizador do cansaço.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Se...

...cada palavra fosse encarnada, suas vestimentas estariam propícias as mudanças estéticas nada afáveis, pelos homens que as culpariam pelo caos dos males da oralidade, sem casualidade, sem escrúpulos...Sobre entender palavras evasivas e conectadas a sentimentos, teríamos de ser tempo, verso, relento e vento.

Quando o sentimento não se expressa por palavras, uma angústia amargurada pede por goles de sinceridade para apaziguar a sede de se expressar, deixando o lápis em um canto, o papel em alguma esquina e o respirar para que o sofrer não vire cinzas, e contamine todo o ar impedindo a livre circulação das ideias.

Gostaria de escrever sobre a primavera e suas flores.
Para demonstrar sua real beleza.
De saber interpretar as nuvens.
O canto dos galhos secos,
E da depressão de todos...
Nos dias de segunda!


Vodka - Volume 1

INT. SALA DE TELEVISÃO. CASA DE CARLOS EDUARDO

- Carlos Eduardo: Não, não vi. Acho que foi por causa da crítica ou algo assim.
- Gabriel: Crítica? Mas foram positivas. Daniel-Day-Lewis está perfeito como Tomás, e além do mais..
- C.E: Os únicos filmes que prestaram com ele foi Gangues de Nova York e My left foot.
- Gabriel: Sangue Negro, Nine, O tempo da Inocência...
- C.E: Você diz "O Tempo da Inocência" só porque é fã de Scorsese.
- Gabriel: Como assim, você me apresentou Touro Indomável e...
- C.E: Tá certo, tá certo. Vai me dizer agora que eu fui o culpado por te apresentar Pier Paolo Pasolini?
- Gabriel: Patolino? O do Cartoon Network?

Não creio...

- C.E: Cartoon Network é o teu cu. É Pasolini! O diretor, caramba! 120 de Sodoma, As mil e uma noites, O Decameron! Ah, é...eu apresentei os filmes dele pra Carla, não foi pra você, verdade...
- Gabriel: Ah, Carla! Você tem visto ela?
- C.E: A gente se encontrou na terça pra tomar vodka, mas a gente aca...
- Gabriel: O que? O que? Você....o que..o que você disse?
- C.E: Pois é...a gente saiu pra tomar vodka, mas...Oh, bosta!

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Alguma coisa ferveu o sangue de Gabriel. Alguma coisa lhe fez perder a cabeça ouvindo certa palavra. Fazia tempo que não escutava. Fazia tempo que não tomava. Não queria mais conversar sobre Scorsese, Daniel-Day-Lewis ou sobre o patolino. Foda-se o patolino, ele nunca gostou daquele desenho mesmo! Mas, onde está?

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- C.E: O que cara?
- Gabriel: Cadê a vodka?
- C.E: Eu não tenho...
 - Gabriel: A vodka cara!!! Você falou vodka. Eu ouvi vodka. Cadê, cadê porra!
- C.E: Calma, eu não tenho. Eu não tenho. Eu...esqueci do seu problema. Me desculpe...

 O que o Carlos está tentando fazer? Ele quer me enganar. Esse miserável! Me trouxe pra discutir cinema e agora não quer me dar um gole de vodka. Eu irei revirar essa casa...Eu irei revirar cada centímetro dessa casa. Não importa se seus filhos estejam dormindo. Eu vou acorda-los. Vou faze-los falar de qualquer maneira. Vou faze-los chorar até não aparecer uma gota de...

- C.E: ...álcool cara? Para quê? Você enlouquece só em ouvir nome de bebidas! Pra que tudo isso, velho?
- Gabriel: Eu te digo o porque, ahahahaha..eu te digo com o prazer de um Vic Vega ao torturar o polical em Cães de Aluguel, de um Oh Dae-Su ao tirar o dente de um coreano, em Oldboy... Só me dê um tempo para esquecer minha infância, relembrar a adolescência e remontar essa minha fase adulta. Só um minuto...



Please wait...




- Gabriel: Pronto. Onde estávamos?


To be continued...













Mero Ato



Ímpetos satíricos de soluções falseadas.
Emoções coerentes com o sentir das serenatas.
São vozes, são freios ou algum cinismo latente.
Seleção de palavras para existir algum rimar.
Para não se fazer coerente a canção do sonhar.
Ímpetos poéticos em vozes inconsequentes.

Como se a janela não bastasse à vista.
Ou se algum voar fosse um mero ato.
Na vista do vento.
E no sentir em pleno regozijo das falas.

Recordo vagamente as destrezas de minhas memórias.
Estáticas, infringidas pelas auroras.
De termos seletos e orquestrados.
Trazendo no seu calor o silenciar dos atos.
Fixando-se nas arestas dos antigos malogrados.
A sublime condescendência dos esquecidos.

Sabe-se da orquestra dos loucos regentes.
Nos acordes melodiosos envolventes,
Alguma canção de exílio.
Ao saber do barco e do porto.
A alma fez questão de partir.
Rumo ao infinito...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Vodka - Prelúdio

"A tristeza me recobre. E mando a bebida garganta abaixo. Peço uma bebida forte. E que venha rápido, para adquirir a garra e o amor de continuar" Bukovski



Eu ouvi vodka, tenho certeza...
Você disse algo a respeito sobre álcool.
E eu te dou a devolutiva.
Sobre o apaziguar das "mentes confusas".
Sobre o apaziguar da chama dos infernos astrais.
Desse infinito guardado em uma garrafa de absinto.
Onde a sociedade sofre com o mal dos males.
Da ignorância coletiva.

Simples torcer por âmbitos bêbados, passivos de ações ou de erros calculados. Esperam que a nota sobre escândalos sejam profanadas pela mídia. Seja profanada pelo simples ato de conjugar termos como "aterrorizar" ou, simplesmente, "comprar". A subsistência valeu-se afetiva pelo súbito desejo de possuir, onde o sentir não é mais sentido, e o amor se compra em qualquer loja de R$ 1,99.

Sirva-me mais um copo.
Essa noite vai ser longa.
Pois o homem desistiu da própria vida.
Sendo que o dia mal nasceu para as conquistas do amanha.
Perante o desejo de se fazer seja algo niilista.
Algo sútil perto do fazer sentir.
Sem perceber o quão ridículo se faz ao pensar no amanhã.
Mas isso é apenas mais um momento de reflexões.
Mais tarde eu retorno para o ponto real da conversa....

Onde praticamente tudo estará perdido.
Entre um ou dois copos de maledicências.
Escândalos.
E vodka...

Inexorável




Torna-te formas inexoráveis.
Rumos de plataformas elementares.
De vozes vazias e fecundas.
É grito de mente berrante.
É dor que se cala no jardim alarmante.
É escrita da solidão de normas oriundas.

É tempo de morrer para não amar.
É tempo de ler e de pensar.
Mas a escrita faleceu perante alguns olhos.
Que de lágrimas pariram gêmeas siamesas.
Do ódio e amar jogadas como certezas.
E do eterno vestido sobre o assoalho.

É tempo de vomitar palavras velhas.
De assassinar antigas regras.
E esquecer antigos mortos de Lépido.
Perambulando perante a multidão.
Ando sobre a velocidade com lentidão.
Para morrer esse sentimento fétido.

É tumba que se cala na terra.
É dor exaurida da serra.
É serpente que se fez picar no convento.
Na estrela do esquecimento,
Sua morte, um relento...
Na sua dor que me fez matar sua própria consciência.
E mesmo assim,
Eu não entendo...

POESIA INSANA

"Come to Daddy"  Direção: Chris Cunningham   Music by: Aphex Twin


Súbita saída de morte encomendada.
Com vestes podres de tons afins ao escandaloso.
Entre as nuvens revestidas de pensamentos ruminantes.
Espelham através dos olhares a multidão sofredora do caos.

A digestão incompleta dos saberes passados.
Aglutinados em terrenos preparados para as dores agudas.
Onde os vermes corroem a mente com odor forte.
Perto do corpo que se fez amor no último ato carnal.

Pensamentos niilistas sofredoras do caos.
Onde o câncer, a lepra e a ignorância fez do pus um sentimento.
Escondida no alfange que cortou a garganta seca.
No progresso duradouro dos dentes que se fez um sorriso falso.

E assim a máscara torna-se o próprio rosto.
Com aquelas cicatrizes das mortes violentas.
Como um súbito impacto da realidade no ser.
E a iniquidade dos senhores...
Sendo assim...
Ponham suas máscaras do caos, e adiante...!



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Aparência Persistente



By: Edward Hooper


A alma que reluz experiências das dores na mente.
Trazem consigo revoltas intensas contra seu próprio estabelecer.
Um viver amargo capaz de colocar o intenso em pedaços.
Onde a aparência que reluz do ser é apenas um vazio sentimental sintético.

Seres ignóbeis por natureza infame de participações superficiais.
Nadando contra a sua própria correnteza da madrugada agonizante.
Como um tiro na cabeça ou um pulso estourado pela faca afiada da sala.
Mentes capazes de sentirem o pudor em seus próprios membros.

O fantasiar de palavras belas se fez da rítmica glamourosa das ideias.
Ideias fantasiadas pelas liras das antigas primaveras.
De estações oprimidas por estágios de natureza transcendental.
Onde o ser se delimitou fraco no vazio que impera.

Vazio escancarado de falsos ideais.
Ser que não merece pena por tais atos de covardia.
Pois de resto demonstras infidelidade.
E seu coração?
Uma cadeira esperando o eterno retorno.

Luz. Câmera. Solidão.



Filme "Manhattan" 1979   Direção: Woody Allen

  A solidão, segundo o dicionário Houaiss, significa o estado de quem está ou se sente só. Para mim, a solidão é a alegria do artista, o céu nublado em pleno sábado ou um dia de calor em pleno inverno. A solidão está presente em todos os indivíduos. Sentimos as dores sozinhos, morremos sozinhos e a vida continua. A solidão me apresenta também em uma sala de cinema, onde antigos desejos de viver momentos felizes se tornam mais fortes, ao assistir, como exemplo, filmes do Frank Capra, onde a felicidade se encontra de maneira intensa, como “It´s a Wonderful Life”.
  Mas o que é a solidão, senão um sentimento que nos mata de chorar? Mas que sentimento é esse que nem o sexo bem feito preenche o vazio no coração? Solidão, quando ninguém está ao seu lado assistindo “A Band à Part”, de Godard. Solidão, como os quadros de Edward Hooper ou a fotografia de “Manhattan”, entre um certo Woody Allen e uma Diane Keaton. Ela mata! A solidão às vezes é assassina! Gera da depressão à poesia mais bem escrita de Augusto dos Anjos. De um louco, como Travis Bickle de Taxi Driver a um Renato Russo e seu “Tempo Perdido”.
  A solidão é como uma dor aguda, no qual a demonstramos por fora e sentimos por dentro. Indico a solidão que jaz permanente na minha alma, do qual possa ser algo cármico. É a minha solidão em relação a... tudo! Sentir saudades de momentos dos quais nunca vivi; respirar o ar de Paris ou Provença; chorar ao ver o olhar de Chaplin em “Luzes da Cidade” ou querer simplesmente um abraço da companheira desejada. Os tempos contemporâneos aumentam a vontade de querer viver intensamente sem saber o que ou o porquê de se estar vivendo.
  Ela, “La Solitude”, também não deixa de ser engraçada, pois quando ela se vai, desejamos de volta. As lágrimas de solidão são as lágrimas dos anjos do alto ou dos caídos. O fechar e o abrir dos olhos esperando que ela nos carregue no colo, que nos faça chorar e sonhar para um novo amanhã, onde a tristeza de hoje e as mágoas de ontem se transformem em belos quadros de Van Gogh; em belas músicas da Enya; Em filmes em preto e branco ao sangue vermelho de Tarantino ou simplesmente em um sentimento na escrita.

Versos Tarantinescos

O sangue frio escorre pelas veias da violência.
Onde o rastro de Deus colocou-se em alguma consequência.
Desse sangue parecer tão calmo.
Sem saber que sua dose extrema respingada no carpete novo é uma ofensa.
Pois que respingasse ao redor da sala...
Mas não na porra do novo carpete.

Visualizações anteriores das décadas de violências.
Onde a juventude conseguia algo pelo o que lutar, com reticências.
Pelos organismos crescentes das mudanças em dia.
Sendo ela talvez compilada de ideias originais.
Para serem relançadas de maneiras recicladas.

E que a bala do revólver atravesse o crânio feito pluma.
Sendo que o sangue ao respingar levemente sobre a tela.
São demonstrações de sentimentos animalescos ou imundos.
Onde Deus criou a violência no homem.
O homem e suas inconsequências.
Quando a risada não surtiu efeito.
E a piada ressurgindo...











...entre respingos de sangue.