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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

O FLUTUAR NA SUA PELE

Inspirada na música "Crua" de Otto.






ESTAVA GARANTIDO QUE VOCÊ IRIA SE SUCUMBIR.
POIS A LEMBRANÇA ERA FORTE DEMAIS PARA SER SUCUMBIDA À MERCE DA CARNE.
POIS DAQUELA VEZ EM QUE EU NITIDAMENTE TE VI PERDIDA.
RUMO AO NADA.
RUMO AO CAOS DOS CAIS DOS MALES.
VOCÊ ESTAVA EM OUTRAS CAMAS.
EM OUTROS LENÇÓIS.
E FODIA SEM PARAR.
MESMO SE FOSSE NOS DIAS MAIS INSALUBRES DE EXISTÊNCIA.
MESMO SE FOSSE NO LEITO MAIS ESTRANHO DOS ESQUECIDOS.
DOS BEIJOS FALIDOS.
DOS ABRAÇOS SEM SENTIMENTOS.
E DO SEXO NADA SENTIMENTAL.
APENAS A ESSÊNCIA MAIS SELVAGEM.
E CRUA.

HÁ SEMPRE ESSE SEU LADO MAIS SOMBRIO.
SOMBRIO QUE ME ARREBATOU COMO FIEL PERSEGUIDOR.
POIS DE SEU CORPO NOBRE ERA ESBELTO COMO ESPÍRITO VAGANDO PERDIDO POR AI.
ENTRE OUTRAS CASAS, PRÉDIOS, PORRAS, E UMBRAIS.
POIS DE SEU LADO SEMPRE PESOU SOBRE ESSA SUA PELE CRUA.

DESNUDA FEITO VENTO QUE BATE CANTANDO CANÇÕES DE ORGIAS ANTIGAS.
FLUTUA COMO EMBARCAÇÃO PERDIDA NESSE SEU PRÓPRIO MAR.
POR HORA INSTABILIZA.
POR HORA CHORA.
POR HORA GRITA.
POR HORA SE ESQUECE DE QUE A PELE É MAR
E CHORA POR NÃO PODER SER FOGO.

PRA VOCÊ GARANTIR UM CASO SÉRIO
SERIA "AFOGAR-SE" NA PRÓPRIA MÁGOA.
POIS SE ALIMENTAVA DE MELANCOLIA.
VOCÊ ALIMENTAVA SUA PRÓPRIA MELANCOLIA.
E SE SUCUMBIA AOS DESEJOS DE NOITE.
E OS DE DIA.

SEMPRE PESOU ESSE SEU LADO.
SEMPRE FLUTUOU ESSE PESO FRIO DE SE SENTIR SÓ.
E DE VAGAR EM OUTRAS CAMAS.
EM OUTROS LENÇÓIS.
E FODIA SEM PARAR.
DOS BEIJOS FALIDOS.
DOS ABRAÇOS SEM SENTIMENTOS.
APENAS A ESSÊNCIA MAIS SELVAGEM.
E CRUA!!

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

PrOSoPoPÉiAS DA RaZÃo: SEU VÍCIO EM MIM!






PABLO RODRÍGUEZ GUY - "Memoria viajera", 1999
pigmento - acrílico - collage, sobre madera, 80x100 cm.






Caro apaixonado,


Eu sei que você me desejou por diversos momentos na sua vida. Me desejou com aquela sede insaciável, que nem a mais refrescante das águas minerais te saciava. Nas festas, no café da manhã, almoço e janta, até nos bares e casamentos...você me queria. E, mesmo assim, você ainda me culpa, por eu ser seu vício.














VAZIO TRANSCENDENTAL




SÉRIE - PrOSoPoPÉiAS DA RaZÃo

SEU VÍCIO EM MIM!










Você tem medo de me pagar, me consumir e pegar doenças. Eu sei. Você tem medo que eu tenha algo de estranho dentro de mim. Você tem medo de pegar através de mim uma paralisia muscular, e que eu possa aumentar sua pressão arterial. Você também tem medo de se sentir fragilizado e ter uma osteoporose e também, um câncer.



E mesmo assim você me deseja...



 Tive inclusive vídeos pelos quais eu luto para retirarem da internet pelo direito de preservar minha imagem. Me filmaram sem a menor permissão, sendo usada como simples objeto, como uma simples amostra. Estou triste. Muito triste. Mas não peço para você gostar de mim. Não peço nem para me pagar e me ter como algo de prazer durante aquelas horas fatídicas de sede. De intensa sede. 


Sou seu vício. Sou sua pior inimiga. Sou sua fonte inesgotável de prazer e altas taxas de glicose no seu sangue. Eu sei que você quer me tomar por inteira. E mesmo assim, me critica e coloca na sua lista de final de ano, como uma inimiga de estado que deve ser extirpada à partir do dia Primeiro de Janeiro de qualquer ano. Você sempre diz que estarei fora da sua vida, e, muitas vezes, você voltou atrás, quase pedindo desculpas esfarrapadas, e veio logo me pegar. 


Você nunca resisti. Sempre estou trincada. Congelada. Estou deliciosa. Sei que de vez em quando, seu dinheiro acaba, e você paga alguma outra mais barata, cujo os nomes são estranhos, e você as consome por inteira, escondido no banheiro, e finge ter o mesmo prazer que você sente comigo. Sei bem esses nomes. Sei bem o quanto você paga por elas, e sei bem a sede que você não mata ao pegar em cada uma e se deleitar com elas dentro da sua boca. 


Mas...quando você está com dinheiro, vem atrás de mim. Você vem me pagar para adquirir meu trabalho e o que farei com a sua sede? Irei extirpa-la, novamente. Irei afagar cada segundo do seu instante te trazendo prazer. Descendo lentamente. E você diz que nunca mais vai me largar. E eu também concordo.


Outra coisa, caro apaixonado, quando quiser me encontrar. Vá em cada esquina que estarei te esperando. Pode ser numa boate, em algum bar ou boteco de segunda. Você poderá me encontrar, às vezes, com um preço diferenciado, mas dependendo da sua sede, conversando com o dono do estabelecimento, poderá barganhar um pouco a sua miséria e me pagar. Você pode me encontrar também dentro de uma farmácia, onde estou praticamente todos os dias inteira e intacta. 


E quando me levar pra casa, sei exatamente onde você irá me colocar. Primeiro, você passará a mão por mim. E depois, me levará para a geladeira ou congelador, dependendo da sua sede. E depois, vai me consumir toda! Só não diga que eu sou a vilã, pois eu sempre te dei o maior prazer após as diversas refeições que você digeriu na sua vida. Por isso, me respeite mais e é isso!




Com muito carinho e amor!


Ass:

COCA COLA!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

SUJEITO OCULTO


"Minha vida não é importante aqui" - Charles Manson


Artista: Marylin Manson



Eu não consigo resistir. Aquela ideia estava na minha cabeça há horas. Acho que Deus soube muito bem das consequências de nos criar. E soube muito bem da consequência de me criar. Essa nossa cidade fede. Esse nosso trânsito ensurdece minha alma. Vejo pobres fétidos caídos perto dos bueiros. Esse centro da cidade é a cara da insanidade. Pessoas com pressa, crianças chorando feito loucas, mulheres de saias curtas, mulheres de calça comprida. Mulheres. Mulheres. Preciso. Necessito. Eu quero. Vejo uma ali na frente.

Aquela mulher tem um cheiro diferente. Um cheiro libidinoso. Um cheiro que me cobiça uma abordagem instintiva. E a cidade ainda fede. Vou chegar nela, e sentir seu aroma e o gosto de pura libertinagem. Quero saber o que se passa entre as coxas, pés e peitos. Quero degusta-la a tal ponto, que eu possa saber o motivo da minha existência.

Tenho que me controlar! Meu Deus, tenho que me controlar! Mas essa cidade fede. Essas crianças choram. Esses fétidos estão pedindo esmola. E essas mulheres cheiram a puro prazer. Tenho ânsia por saciar esse prazer. Acho que vou fazer uma abordagem carismática. Não muito assustadora. Pedir informação de alguma rua? Essa cidade realmente é confusa. Morena, cabelo Chanel, um metro e...setenta e cinco mais ou menos. Busto memorável. Pela pressa, o andar desajeitado, olhar perdido, respiração ofegante e uma pasta na mão, digo que tem uns vinte e dois anos. Principalmente pelo busto e pelas suas pernas.

Se Deus teve um acerto, foi na criação da mulher. Não para ter a procriação e toda essa porcaria de constituição familiar. Ela foi criada para o mundo ter um pouco de prazer. Elas, que soam tão perfeitas, necessitam que sejam levadas ao extremo carnal para estarem acima de todo qualquer sofrimento. O meu prazer é a sua dor. A sua dor. Simplesmente. É. Meu. Prazer. Toda minha angústia. Toda minha raiva. Esse mundo de merda. Saciado pelo prazer da carne. Da carne daquela mulher. Daquela. Mulher.

Estou seguindo ela como uma presa fácil. Eu necessito daquele busto. Eu necessito de interpretar aquelas coxas e analisar suas sintaxes. Necessito entender sua boca e sua linguagem com um sujeito indeterminado. Quero que ela sinta prazer e eu continue sendo um sujeito oculto. Quero que ela veja que o amor é mesmo um verbo intransitivo, e não um acontecimento pré-selecionado por Deus como um transitivo direto. Quero saciar essa minha fome. Quero ter o cheiro dela na minha pele. Quero ter o seu perfume de carne por entre minhas mãos. Quero coleciona-la como um frasco raro. Como uma flor perto de toda merda e chorume de cidade. Enquanto muitos tentam a vida correndo atrás de sonhos, eu corro atrás de não me sufocar com essa merda de população. Mas ela vai estar na minha coleção. Eu vou trata-la como uma oração subordinada, e que ela seja minha presa substantiva sob meu olhar subjetivo.

Estou chegando perto. Estou mais perto. Estou quase lá. Derrubo uma pasta na qual ela está carregando. Peço desculpas. Ela diz que está tudo bem. Estamos agachados pegando documentos. Le*****. Vinte e dois anos. Acertei na idade. Ela está com pressa. Eu estou com pressa. Estou a desejando. Já a ouço gemendo canções de Dionísio. Já a desejo e foda-se o resto. Pergunto para onde ela está indo. Entrevista de emprego. Aonde? Numa empresa de consultoria midiática. Que horas você sai? As três da tarde. Posso pagar um café como pedido de desculpas quando sair? Já disse que está tudo bem, e tenho namorado. Eu não podia deixar escapar fácil assim. Oh, minha caceta! Não posso deixa-la escapar fácil assim. Vou ter que usar o método mais difícil. Começo a seguir. Cento e seis passos na minha frente. Vira á direita. O sinal está aberto. Ela está impaciente. Corre para a quadra ao lado. Prédio Rui Barbosa.


 Ela sai às três da tarde. Deve pegar o mesmo ônibus. Eu pego meu carro. Ofereço carona. Se não aceitar? Sigo o ônibus. E quando parar, vou ter que usar meu método inconsequente. Ela vai continuar sendo meu objeto da oração que tanto pedi a Deus, e eu serei ainda o sujeito oculto da situação. Meu mais novo frasco. Letícia. A ideia estava na minha cabeça há cinco horas. Finalmente um novo frasco. Le*****. Não posso resistir.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

AQUELA MÚSICA QUE NÃO CANTAMOS



De todos os dias que se foram.
Aos vãos fui acolhendo saudades.
Pois de nada me adiantaria renegar a tristeza de me bastar.
Mas a simplicidade de me fazer cantar.
Aquela canção na qual não cantamos.
Me ludibriou a te esquecer.
Pois tomamos outros caminhos
De outras situações e realidades que nos cercam.
Você ai.
Eu aqui.
E a canção não vingou...





VAZIO TRANSCENDENTAL

AQUELA MÚSICA QUE NÃO CANTAMOS






Eu te digo mais ou menos assim. Pode ser em meias palavras, entre eiras e beiras, entre a primeira vez que nos encontramos naquela feira, ou algo assim.

Já não restavam dúvidas que nossos olhares não se encontravam. Talvez por receio de não prestarmos atenção em mais nada. Talvez por receio? Talvez pelo momento? Será? Será mesmo que engasguei com minhas próprias palavras ao te ver? 


Não irei falar das nossas conversas. Pelo menos, eu, cansei de repetir as mesmas histórias que trocamos em cartas.


 E as suas cartas?


 Minhas sinceras desculpas. Elas molharam em um domingo no qual me esqueci a data. Fui atrás, recolhi e deixei secar. Somente depois fui perceber que elas necessitavam da água, pois comecei a sentir falta das palavras que foram levadas com a chuva.


Eu já te disse várias vezes e ouvi de você o dobro. Poderíamos ter aqueles sonhos mais duradouros perante nossos dias. Eu gostaria de te ver cantar, sim! Mas, foram apenas dois dias...


Eu te mostrei alguns escritos. Você falou brevemente de seus planos. Não contamos piadas. Não falamos merdas ao vento. Não olhamos o bastante um para o outro. Não acredito que você sumiu assim, e tão rápido assim, entrando de alguma forma em minhas canções.


Não costumo escrever prosas como as suas. Me desculpe se ela está mal estruturada, ou mal escrita. Eu vou esperar uma resposta sua...


Como em um antigo alô aos grandes méritos do seu falar mineiro. Eu te digo que não sou mais aquele que vivia entre as sombras. Entre as inseguranças de se manifestar. Hoje estou! E nada mais...


Então, eu vou fazer a música. Quero ouvir de sua voz, aquela feminilidade que combina em um tom certo para um dueto. 


Mas, o que importa no momento é essa saudade. Nos restam apenas memórias daquele dia. E quero ouvir uma resposta sua, caso queira cantar, algum dia, aquela música que não cantamos...


E algo mais...





terça-feira, 17 de junho de 2014

SOMOS TODOS FEITOS DE ESTRADA





Feitos de caminhos e pedras distantes.
Sopros empíricos.
Naufragados no mar do desespero fatídico.
Pisamos nas estradas sorrateiras do solavancar do instante.
Pisamos no piche fresco que nunca se cansa em ser pisado.
Um calor desgraçado.
O solo arenoso que parece matar o deserto de enxaqueca.
Uma luz braba de se perecer em meio aos faróis incandescentes.
Feito de mármore em cadeia ao saber que tudo se foi aos meus recantos lúdicos.
É piso molhado que é fácil de escorregar.
É obra de um acaso sem semblantes de opções de furiosas meninas em pleno rasante.
Em uma orquestra de sorrisos.
Beijos molhados.
E falar um pouco demais da conta.
É uma expressão capaz de ressoar nos antigos saberes de todos os casais remuneradamente espertos.
Em que o dinheiro não satisfez todas as economias da casa.
Somos necessitados de calma.
Somos um pouco desorganizados com relação ao tempo.
Um pouco oprimidos na verdade.
E que aquela estrada que me derrete em meio ao calor dos verões infernais.
Me faz virar piche no deserto.
Cantarolando antigas canções das meretrizes propostas.
De me meter nas estradas.
Sacudir um todo.
E me deixar sem ar.


quarta-feira, 21 de maio de 2014

E AQUELA RUIVA?



Artista: Aracy / Feira Livre Pernambuco /Pintura, 50x40cm


Você sabe aquelas feiras de bairro, né? Não sabe? Ah, mas duvido! Sabe sim! Você não vive só nas boates em estilo Rei do Camarote que eu sei! Então, sabe aquelas feiras de bairro? Os feirantes ali, todos na correria. Gritaria de um pra comer pastel ali, um gritando João Neto e Frederico lá do outro lado, a mãe gritando pelo amor do Santo Daime, cadê meu filho, e quando acha da uns belos tapas nele...Enfim, essa é a feira. Uma análise bem mal feita, superficial pra cacete, mas minha crônica não é sobre a feira em si (para os feirantes de plantão, estarei devendo uma crônica mais aprofundada sobre vocês, aguardem!), na verdade, estou aqui para falar de uma ruiva...


Artista: Alice X. Zhang (silverge) 


Não esperava que durante um simples passeio numa feira de bairro, tomando uma coca e observando o movimento local eu fosse encontrar uma ruiva cujos traços delicados, de perturbadora calma, fosse me fazer uma vontade de escrever essa crônica. Não sei se isso é crônica ou confissão. Mas, o que seria da crônica sem a confissão de uma mera vivência de caráter subjetivo?


Segundo um amigo, isso é culpa do COSMOS. Não sei se é cosmos, mas sei que foi a coca-cola mais demorada que já tomei na vida, pois ela me chamou muita atenção. 


É, realmente muito incômodo alguém ficar te encarando. Mas, dessa vez eu não resisti. Não conseguia desviar o olhar, mas não por falta de tentativa. Tinha o cheiro do pastel, a mãe gritando pelo amor do Santo Daime, 5 filmes por 10...tanta coisa pra se prestar atenção...Mas, e aquela ruiva? Eu não conseguia desviar a atenção. Um All-Star preto frouxo, uma calça jeans azul claro, uma camiseta branca estampada com a foto de Chaplin, o cabelo preso, e sua máxima atenção de sua sede pela coca.


Ah, se eu fui falar com ela? Não! Apenas cheguei a levantar meio corpo da cadeira, pois surgiu do nada, do breu, do lençol freático, a figura com ares de raiva da mãe dela. Tinha um cabelo vermelho tomate respingado do prato do Spoleto. Ela já me encarou, como se fosse um aviso para não chegar perto.


Sentei-me na cadeira. Pedi a conta. Fui tomar o restante da coca, mas já estava quente. 

sexta-feira, 28 de março de 2014

CAFÉ SEM GLÓRIA






Memória.
Casta memória.
Memorando a glória.
Suportando a dor para se chegar a glória.
Glorioso ofuscar das imagens.
Originou o prodigioso ofuscar das imagens.
Imaginando a função da mente.
Desencadeando a imaginação à favor da mente.
Mentindo para si mesmo na expectativa das proezas grotescas.
Desequilíbrio de si mesmo nas proezas grotescas.
Influenciando suas questões de amores castrados.
Um grande mal na proibição da união de amores castrados.
Orgulhosos manifestantes da arte de amar.
Mas não tão orgulhosos nas tristezas de não saber a arte de amar.


Café.
O mérito do café.
Santa magnitude das abrangências da fé.
A postura da fé.
A onipotência de se manter no poder da santa sé.
E eu bebo desse café.
Mas não sinto o doce do açúcar.


Ignorância.
Abrangência infindável da ignorância.
Na qual invade inapropriadamente e causa angústia.
Somente tomando doses de verdade para desconduzir a angústia.
Angustiado coração que não se atreve se submeter a castidade.
Tomando diversos amores sem destino, sem se submeter a castidade.
E ainda não sinto o doce do açúcar.


Café amargo.
Bebo desse café amargo.
Experimento o ardor de seus sentimentos platônicos.
Pobres seres que sentem as angústias dos sentimentos platônicos.
Pois de todo amor que se entregam diante o invisível destemperado.
Sofrem demasiadamente devidas circunstâncias do invisível destemperado.
E ainda não sinto o doce do açúcar.